Lage dos Cantinhos





«A Laje dos Cantinhos, situada a meio da encosta acentuada do monte do Toco, na margem esquerda do ribeiro do Soutinho e nas proximidades de Zebral, é na verdade constituída por três lajes horizontais sobre um afloramento granítico, onde se destacam diversos petroglifos gravados na rocha. Entre os motivos gravados predominam os quadrados, reticulados ou simples, com ou sem covinhas, os cruciformes e os compósitos de círculos encimados por cruciformes e preenchidos por estrelas de cinco pontas.

Não sendo possível atribuir-lhes cronologia precisa, deve admitir-se que o conjunto conste de gravações feitas em diversas épocas. Por comparação com a tipologia das gramáticas decorativas de outros monumentos do noroeste peninsular, e considerando-as no contexto histórico e arqueológico próximo, pode propor-se uma cronologia compreendida entre a Idade do Ferro, sendo os motivos geométricos e esquemáticos os mais antigos, e a Idade Média, uma vez que as composições com cruzes e pentágonos inscritos podem revelar origem cristã.

As gravuras da Laje dos Cantinhos, das quais as mais arcaicas se integram no grande complexo de arte rupestre do noroeste peninsular, fazem parte de um conjunto de motivos geralmente associados a rituais simbólico-religiosos, destacando-se o interesse do seu enquadramento cronológico alargado, comum a outros contextos de arte rupestre da região.»

Retirado da Portaria n.º 206/2013. D.R. n.º 71, Série II de 2013-04-11 que classificou como sítio de interesse público as Gravuras rupestres de Zebral, ou Laje dos Cantinhos, em Zebral, freguesia de Ruivães, concelho de Vieira do Minho, distrito de Braga, fixando uma zona especial de proteção do mesmo sítio. 

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