As nossas bandeiras 44

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Arco

Dia-a-dia em Ruivães







Retratos do trabalho ao final da tarde na Quintã. São poucas as pessoas que ainda vão tendo ovelhas aqui pelo lugar da Vila; pensamos até que só mesmo o Sr. João d' Amaro e a sua esposa (aqui nas fotos) é que ainda vão mantendo essa ocupação.

Foi por acaso que tiramos estas fotografias, mas não podíamos deixar de as colocar aqui.

Carta de Foral

1363, Julho, 27, Ponte de Lima. - Carta de foro de Uillar de Uacas (hoje Ruivães).


 


PUBLICAÇÃO:


 


- Chancelaria de D. Pedro I, pp. 371-372, nº 826.


 


Dom Pedro [pela graça de Deus rei de Portugal e do Algarve]. A quantos esta carta uirem faço saber que eu dou a foro deste dia pera todo sempre aos moradores e pobradores do concelho de Uillar de Uacas e a todos aqueles que no dicto logo por moradores e pobradores uierem todollos dereitos e foros que eu ey e de direito deuo a auer no dicto logo de Uillar de Uacas e em seu termho pella guisa que os de mim tragia Pero Ueloso scudeiro meu uasalo o qual foro a elles aço sob tal preito e condiçom que o dicto concelho e moradores deI dem a mim em cada huum anno por dia de Sancta Maria d Agosto cento e dez lIibras e o dicto concelho e moradores del nam deuem uender nem dar nem doar nem escambar nem êalhear os dictos direitos como sua cousa própria mais estarem compridamente em sua força e em seu estado outrossy os nom deuem a uender a nehua pessoa poderosa nem dona nem caualeyro nem escudeiro nem a clérigo nem a outra nehûa pessoa religiosa e se o fizerem nom ualha nem tenha e se os uender quiserem a pessoa de sua condiçom elles o deuem antes fazer saber a mim ou aos meus sucessores se os queremos de tanto por tanto quanto outrem por elles der e se os nos quisermos deuemo lIos a auer quanto outrem por elles der e se os nom quisermos entom os deuem elles a uender a tal pessoa que nom seia de mayor condiçom que elles com o dicto foro como dicto he e seiam taaes pessoas que paguem a mim o dicto foro pella guisa susodicta.


E porque eu fuy certo per carta de Martim Dominguez meu almoxarife em Chaues e de Vasco Periz scripuam desse almoxarifado que meteram essa terra em pregom per tres noue dias e muito mais assy como he de custume e que nom acharom quem por esses meus direitos mais desse nem quem em elles mais pusesse que os moradores e pobradores desse concelho que puserom em elles as dictas cento e dez lIibras e que entendiam que era meu seruiço de lhes dar a dicta terra por o dicto foro.


Porem mando e outorgo que o dicto concelho e moradores e pobradores deI e aquelles que depos elles ao dicto logo por moradores e pobradores uierem aiam os dictos foros pella guisa que dicto he e Gonçallo Guauieiras dc Ruynhoos uizinho do dicto logo de UilIar de Uacas procurador suficiente do dicto concelho e moradores e pobradores deI per poder de hûa procuraçom auomdosa pera esto que perante mim mostrou fecta e asignada per maão d Afomso Anes tabeliam em esse logo obrigou todos seus beens moueens e de raiz auudos e por auer do dicto concelho de Uillar de Uacas e dos moradores e pobradores deI a manteer esse concelho e comprir as dictas condiçoms e a pagar a mim e aos meus sucessores em cada huum anno pollo dicto dia de Sancta Maria d Agosto o dicto foro como dicto he e em tetímunho desto mandey dar ao dicto concelho de Uillar de Uacas esta miinha carta e mando ao dicto meu scripuam de Chaues que a registre em seus liuro o qual lhe mando que tenha apartadamente pera esto.


Dante em Ponte de Lima XXVII. dias de Julho. EI Rrei o mandou per Pero Afomso seu uasallo Gomez Periz a fez era de Mil IIII.c e huum annos.


 


MANUSCRITO:


- A. N. T. T. - Chancelaria de D. Pedro I, Livro I de Doações, fls. 85 vº-86


 




     Retirado daqui.

As nossas bandeiras 41

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" Bonjour comment allez-vous? Eis as fotos da casa com a melhor bandeira do mundo. A bientôt... "

 


Estas fotos foram cedidas por Sabrina Costa, filha de ruivanenses a residir em França.


Obrigado.

Fim-de-semana do porco

No seguimento do que aqui tínhamos relatado na semana passada, era preciso dar saída ao porco arrematado em Salamonde por quatro ruivanenses .


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A matança foi feita ontem à noite, no lugar de Frades (Devesa) numa casa com sobrado e lareira antiga, ideal para uma matança que se queria tão tradicional quanto possível . Comeu-se o sangue, o fígado e outras partes miúdas, acabando-se a noite a comer rojões, tudo isto confeccionado ao lume.


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As fêveras, as entremeadas e os entrecostos ficaram para hoje, grelhados nas brasas preparadas para o efeito na casa da floresta da Lameira em Campos. A chuva não foi problema já que se tomou de assalto o barracão grande, onde foi feito o lume forte com lenha recolhida ali bem ao lado em plena serra.


Foi uma noite e um dia bem passados, entre amigos ruivanenses que, como sempre, sentiram a falta de todos aqueles que não puderam comparecer.


É tudo o que temos para relatar; mais pormenores podem sempre ser pedidos a qualquer um dos quinze  ruivanenses que participou nestes dois dias do apelidado "fim de semana do porco".


 


O mote que fica é: "Tau, tau-tau-tau-tau-tau!!!"


 

Hoje à noite

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Hoje à noite em Frades foi assim. Por agora ficam estas fotografias, à volta da lareira e nos preparativos para dar saída ao "porco de ...", amanhã (sábado) o resto da história e mais fotografias.

Se possível, apareçam. 

S. Cristóvão

Povoado de S. Cristóvão seria uma das três mansiones da Via XVII



O povoado do Alto de S. Cristóvão, na freguesia de Ruivães, será, entre os sítios escavados até agora, tirando o Castro do Castelo de Vieira, um dos mais ricos e interessantes povoa dos da Idade Média no concelho. Trata-se de um povoado extenso, construído de raiz na época romana e ocupado mais tarde. Luís Fontes, entre outros investigadores, coloca a hipótese de corresponder «à Mansio [ou mansiones ] Salacia, uma das três que serviam a Via XVII entre Braga e Chaves».

Esta hipótese levanta da por Luís Fontes, da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, no “Inventário de sítios e acha dos arqueológicos da ver tente alta da Serra da Cabreira”. Antes de prosseguir, convém explicar o que eram as mansiones. Nas vias oficiais do império, como a Via XVII que passa em Vieira, havia as mansiones, que eram uma espécie de albergarias, com distâncias variáveis entre si, normal mente entre dez a quinze milhas. Nas mansiones, além de estalagem, existiam termas e mercados de abascimento. Havia também as mutationes, que eram os locais onde se guardava o alimento dos animais e o viajante ate podia mudar de cavalo ou cuidar dele.

São Cristóvão é sem dúvida um povoado aberto, não tom fortificação e, de acordo com Luís Fontes, baseado nos materiais ali encontrados, trata-se de um povoado ocupado cru época romana. «S. Cristóvão revela uma estratégia de implantação claramente relacionada com a passagem da Via Romana XVII, que ligava Bracara Augusta a Aquae Flaviae» [Chaves].

Segundo Ana Roriz, arqueóloga e colaboradora da UAUM, parece não deixar dúvidas de que S. Cristóvão é um povoado romano, construído de raiz e estará ligado à Via XVII, que passa mesmo ao lado do povoado. «Não sei se seria uma “mansio” da Via Romana. Há o Castro do Outeiro do Vale que não foi romanizado. Isto é, por alguma razão, preferiram o local em vez de aproveitarem o Castro do Outeiro do Vale. Quererá isto dizer que o povoado e a “ia serviam-se mutuamente», afirma.

Sobre a possibilidade de ser uma “mansio”, esta investigadora diz que só uma investigação poderá esclarecer esta e mais unia série de dúvidas sobre o sítio, designadamente se seria um povoado de ano inteiro ou sazonalmente, assim como os usos e costumes.

Em relação à acção da Câmara Municipal de Vieira do Minho, Ana Roriz considera que a autarquia tem o papel principal em todos os sítios arqueológicos. «Para começar, é a Câmara que sustenta os estudos, no âmbito do protocolo assina do com a Universidade do Minho, E o inventário aos povoados veio na sequência do acordo entre as duas instituições. Mas ainda nada está feito. O facto do inventário a nível de trabalho de campo estar concluído, é apenas inventário. Falta fazer tudo», esclarece.





As surpresas dos sítios arqueológicos



Os sítios arqueológicos têm algo que fascinam os investigadores, porque reservam sempre alguma surpresa. No dia em que o Diário do Minho esteve em S. Cristóvão, Manuel Pires, técnico da Unidade de Arqueologia, com muitos anos nestas andanças, localizou algumas gravuras rupestres junto às sepulturas antropomórficas. Achados que vieram enriquecer o sítio.

Para Ana Roriz, é muito difícil explicar o que significam tais gravuras que, entre outras coisas, apresentam quadrados concêntricos. Giestas e vegetações impediam que fossem vistas até agora. As gravuras devem ser limpas, decalcadas e só depois de se ver a forma, fazer paralelismos com outras se podem tirar conclusões.

Outro traço distintivo do povoado em relação aos outros são os alicerces de uma antiga igreja ou capela, pelas quatro sepulturas antropomórficas escavadas em pedra, duas das quais inteiras e pelos restos de pia baptismal.

As referências bibliográficas à igreja e ao povoado são antigas. No século XVIII, o arqueólogo / padre Argote, refere-se à capela de São Martinho, embora fale em Zebral. Ana Roriz entende que terá havido alguma confusão, porque a capela de Zebral é dedicada a S. Pedro e não S. Martinho. Provavelmente, na sequência da transferência do templo, que é sempre um pólo aglutinador, as populações terão acompanhado a deslocação.

Também o padre José Carlos Vieira, em 1925, na sua obra “Vieira do Minho — notícia histórica e descritiva” apresenta dados sobre o sítio e a igreja.







Noticia retirada do Diário do Minho, edição de 12 Jan 2006.

As nossas bandeiras 39

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Espindo

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Depois ...... Frades.


 


BOA SEMANA!!!

O porco de ...

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Estivemos em Salamonde esta tarde para registar a vitória do Salvador de Zebral no jogo da "Caça ao porco" realizado lá esta tarde. Bem, não terá sido bem assim, mas o animal lá acabou por vir parar a Ruivães.


Estejam atentos, pois precisaremos da V. ajuda quanto ao resto.

Por trás de Vale

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Hoje mostramos fotos do dia de ontem. Por trás de Vale vislumbra-se uma paisagem encantadora com a Barragem de Frades em quase toda a sua extensão e o Saltadouro.


Vale a pena uma ida lá, mesmo sendo de dificil acesso. Quanto a nós, a ultima vez que lá tinhamos ido foi em Novembro de 2004 e pode ser vista aqui.

As nossas bandeiras 38

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Espindo

As nossas férias

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Fotografias das férias do ruivanense Carlos Costa, tiradas em S. Pedro de Moel e em Fátima. Apenas uma parte das férias, pois vimo-lo por aqui entre os meses de Julho e Agosto.


O nosso muito obrigado ao Carlos, por partilhar estas fotografias e pelos comentários e sugestões que deixa nas visitas a este sítio.


O desafio foi lançado aqui, mandem as vossas fotografias também.

Botica

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O lugar da Botica visto de Espindo. Bem lá ao fundo, sobre a Peneda.

Ruivães - a história

Mais do que nunca sinto hoje necessidade de falar de ti e para ti Ruivães, de tocar as tuas gentes… Cada vez mais deserta e esquecida, vais desaparecendo sem que ninguém te erga, edifique, conte a tua história, faça de ti grande. Apenas alguns, como eu, que nasceram do teu “ventre” tentam fazer ouvir a tua voz. Alegra-me saber que ainda existe gente que te quer e ama e não te abraça mais porque a vida obriga a deixar-te em segundo plano. Fico tocada sempre que vejo que há alguém, como o presidente da junta de freguesia que pretende ver-te crescer, lutar contra a desertificação, mas infelizmente não tem meios. Sem ajudas não é possível caminhar. O cheiro da terra molhada, o doce sabor das lareiras acesas, a verdura extasiante das tuas paisagens, a simpatia, honestidade e verdade das tuas gentes. O acolhimento, a tua história e as tuas lendas. Os nomes raros de alguns dos habitantes, próprios e sobrenomes, têm muito de nobre e tão pouco estudado. Onde já se viu uma terra com tantos nomes históricos como “Romano”; Bárbara”; “Pereira”; “Gil”; “Silva”; “Fraga”, entre outros? São inúmeros os nomes que parecem fazer uma ligação ao judaísmo… e seria tão interessante ver um estudo sobre esta vertente! Muito do que se tem feito por Ruivães parte exclusivamente da vontade dos seus populares. A força e o orgulho de ser Ruivanense é, honrosamente, brilhante. É graças à população que hoje temos um quartel de Bombeiros na freguesia, que a escola e o infantário permanecem abertos, que a aldeia vai sendo divulgada ora pela escrita, ora pelos convites a amigos. É graças a esta boa gente que se vai sabendo que Ruivães, a Ponte da Misarela, o Pelourinho, a Casa de Dentro, a Ponte de Vale, entre outros, estão situados em Ruivães, Vieira do Minho e não no Gerês, como anunciam os panfletos distribuídos aos turistas. Este Verão fiz-me acompanhar de alguns colegas nas minhas férias em Vale, nos passeios habituais pelos recantos mais belos da aldeia e da freguesia, encontrámos um casal de ingleses. Numa conversa nada formal, verificámos um profundo reconhecimento e admiração pelo lugar. Mas também indignação pelo facto de existirem muito poucas indicações dos lugares a visitar. Algo confusos porque a indicação dada era de que esta terra fazia parte do Gerês, vimo-nos na obrigação de lhes explicar a história verdadeira desta terra. Um dos colegas que me acompanhava e não sendo daqui natural respondeu-lhes do seguinte modo: há belezas neste país que aos governantes nada dizem, porque daqui partem poucos votos, há pouca população activa e a riqueza económica destas regiões é insignificante. Mas acima de tudo parece haver uma clara falta de conhecimento histórica. Esquecem-se que no mundo há uma variedade de cores maior do que as partidárias. Ao sr. Presidente de Câmara gostaria de colocar algumas questões, mas acima de tudo uma: porque não tentar chamar o investimento para esta região, porque não seguir o exemplo de outras presidenciais de Câmara que lutam pelo bem dos seus. Veja-se o exemplo da Câmara Municipal de Ponte da Barca que lutou e conseguiu criar um parque industrial na Gemieira, uma aldeia pequena e tem hoje a “Cobra” como uma das maiores empresas empreendedoras. Era para nós essencial seguir o exemplo. Não poderia terminar este “desabafo” sem prestar uma justa homenagem a quem todos os dias luta contra o esquecimento desta “vila”, de alguma forma, de que são exemplo alguns nomes como: Zé (cabeleireiro) – que me conhece bem; ao Sr. Azeitono – amigo de longa data do meu pai; Sr. João – presidente da junta de Ruivães; ao meu falecido avô Amadeu Alves que muito fez por esta terra; Ermelinda Silva que faz ouvir a sua voz; ao meu pai Fernando Silva que reivindica o direito que esta terra tem no mapa. Muitos foram quase tudo e não foram nada. Outros chegaram perto do sonho mas o quase permanecia inalterável. Alguns tinham vontade e a vontade levou-os a alcançar o maior bem, o de ver alguma obra. Permaneça a vontade e vencer tornar-se-á mais fácil. A todos que como eu fazem ouvir a tua voz Ruivães, o meu muito obrigado!  



Carla Fernanda Alves da Silva







Artigo retirado d’ O Jornal de Vieira, na sua edição nº 751 de 15 Nov 2004.

Vista sobre Espindo

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Vista geral sobre Espindo . Lá ao fundo, o lugar de Vale e a Barragem bem como parte da Vila do lado direito.

Festa da Botica

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A Festa da Botica, em honra da Nossa Senhora dos Remédios foi há dois dias, mas ainda chegamos a tempo de tirar uma fotografia antes de arrancarem as estacas.


Vamos à procura de quem tenha fotografado estas Festas (que encerram a temporada) no seu auge, sexta feira passada e, se tal contecer e nos for disponibilizado, colocaremos aqui essas fotografias.