2009 a caminho

 


Este ano dois mil e oito foi um ano de plena actividade neste sítio com a publicação de uma grande quantidade de artigos novos e a colocação nesta plataforma dos artigos referentes ao período 2004-2006 que se encontravam no endereço antigo (http://viladeruivaes.blogs.sapo.pt).


Também os comentários publicados aumentaram em grande número, sendo agora mais que os próprios artigos. Muitos não sabemos a proveniência, outros sim, pois a grande maioria apesar de utilizar um pseudónimo – ou nickname como se diz agora – estão perfeitamente identificados.


Mas o reflexo deste trabalho vê-se na estatística de visitas e nos contactos que com os ruivanenses vou tendo. Como tinha prometido nesses contactos, vou publicar hoje os dados estatísticos referentes a este sítio, para assim verem como eu o interesse que esta página tem, pois Ruivães interessa a muita gente.


 


Visitas:


 


 



 


 


Páginas vistas:


 



 


Visitas por país:


 



 


 


As visitas são o numero de pessoas que acede à página em cada sessão do seu computador, independentemente do numero de páginas e do numero de vezes que acede à pagina nessa mesma sessão. Se visitar várias vezes a página ou percorrer várias páginas de uma vez, aí aumentam as páginas vistas. Sendo assim temos uma média aproximada de 66 visitas e 177 páginas vistas diariamente.


 


A proveniência de visitas é difícil de quantificar, sendo certo que o numero maior é de Portugal, seguido pelo Brasil, França, Luxemburgo, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos da América, Suíça, Espanha, Finlândia, Bélgica, Canadá e ….


Relativamente aos países, intriga-me particularmente o caso da Finlândia, pois não é um país onde se constem ruivanenses emigrados e tem um número de visitas interessante.  


 


 


 


Para o ano dois mil e nove continuam as actualizações quase diárias desta página, agora com algumas alterações quanto aos temas e à ordem em que são apresentadas. Sendo assim, à segunda-feira de manhã teremos uma serie de fotografias referentes a um tema; à segunda-feira à noite, terça e quarta-feira de manhã e sexta-feira à noite temos fotografias diversas e dispersas dos diversos lugares da freguesia e sem qualquer tipo de assunto em especial. O mesmo já não será o caso da terça e quarta-feira à noite, quinta-feira de manhã e à noite e à sexta-feira de manhã que terão um tema próprio, a saber, espigueiros, fotos antigas, fotos a preto e branco, cancelas, portas e portões, e, um projecto mais ou menos pessoal à sexta-feira de manhã com a apresentação de cinquenta e duas árvores isoladas, ou “solitárias” como alguém lhe chamou. Espero que gostem.


Os artigos já se encontram publicados e irão aparecer com o decorrer deste ano. Os comentários, criticas e sugestões são sempre bem-vindos, continuando disponíveis a caixa de comentários e a caixa de correio para o efeito. Devo no entanto avisar que poderei demorar mais tempo que o habitual a responder.


Ficam em aberto os sábados e domingos, pois nele conto publicar os vossos artigos, as vossas fotos, as vossas lembranças. Aproveito ainda para deixar aqui um apelo a que me informem se tiverem material antigo que possa ser referenciado nesta página.


 


 


Despeço-me com os votos de um excelente ano.


 


 


Saudações ruivanenses


 


Paulo Miranda   


Ruivães, 25 de Dezembro de 2008


 


 


 


Post-scriptum: Entre outras, foi uma grande satisfação saber que na semana entre 30 de Novembro e 6 de Dezembro esta página foi visitada diariamente por 111 pessoas. Obrigado!


 

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Casa de Dentro (exteriores)

 







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Descida da neve










Artigo actualizado em 7 Agosto 2018 com a colocação do vídeo. Antes estava só a ligação para o álbum com as fotografias todas

Casa de Dentro (exteriores)

 



 


 


Esta manhã ...


 


 

Boas Festas - Paulo Miranda

 

 

 


 

 

 

 

Um Feliz Natal e um Próspero Ano 2009 para todos os meus amigos são os meus sinceros desejos. Como não posso dar prendas a todos, deixo-vos estas fotografias como postal de Natal; espero que gostem. Beijinhos e abraços

 

Pelourinho de Ruivães


 


 

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Prenda de Natal de David Machado



Branco







Fui eu que reparei primeiro que quem jogava com o batalhão das peças pretas quase sempre ganhava. O Gabriel ficou um minuto pensativo, passando em revista todas as nossas partidas de xadrez das últimas semanas e por fim concordou comigo. Jogávamos todas as tardes, depois do almoço, sentados em duas enormes poltronas de pele no escritório da sua casa, porque desde que metemos os papéis para a reforma, aquela era, para todos os efeitos, a nossa profissão. Ele sugeriu, por brincadeira, que pintássemos as peças brancas também de preto, só para ver o que acontecia. E eu, muito sério, disse: «Não, vamos antes pintar as pretas de branco, porque assim o jogo é mais difícil para os dois.» Foi assim que começou. Mal começámos a jogar, percebemos a natureza fantástica e libertadora daquele novo jogo acabado de inventar. À oitava jogada, sem querer, o Gabriel moveu um dos meus bispos para comer o seu pião mais avançado no tabuleiro, mas nenhum de nós se deu conta. A partir daí as peças confundiram-se de tal maneira que no final sabíamos que um de nós tinha ganho, só não sabíamos qual dos dois. Jogámos esse jogo durante algumas semanas, até que um dia Gabriel me recebeu no escritório com uma sugestão ousada: «Vamos pintar de branco os quadrados pretos do tabuleiro.» Eu percebi imediatamente a sua intenção e aceitei: assim as peças moviam-se sem entraves no terreno da batalha, tornando possíveis estratégias até aí nunca imaginadas. Além disso, algumas peças brancas desapareciam camufladas no tabuleiro nevado proporcionando verdadeiros ataques inesperados. Uma semana mais tarde – estávamos tão embrenhados naquela nova modalidade de xadrez que já nem nos lembrávamos que um mês antes o tabuleiro havia sido, de facto, um xadrez – eu tinha a minha rainha encosta a um canto, prestes a ser abatida pela última torre do Gabriel quando de súbito recorri a uma estratégia improvisada para escapar: peguei na latinha de tinta branca que mantínhamos no chão ali por perto e com o pincel pintei área ao lado do tabuleiro da mesa em que jogávamos. Depois avancei com a rainha para essa zona. O Gabriel não moveu sequer uma sobrancelha e continuou circunspecto à procura da sua próxima jogada. Nessa noite, a mulher dele encontrou-nos perdidos na luminosidade ofuscante do escritório, a jogar xadrez no tabuleiro indistinguível das silhuetas das duas poltronas, do tapete, da secretária e das estantes com livros, tudo pintado de branco, no mesmo instante em que o Gabriel, com o pincel na mão, se preparava para pintar as próprias calças, na tentativa de fugir com o seu rei ao xeque-mate iminente do meu cavalo.




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Paulinho,



aqui vai o ficheiro com o conto prometido. É a minha prenda de Natal para o Blog de Ruivães. Espero que gostem.



Bom Natal e um grande abraço para todos,

David