Fevereiro 2017






Apresentação com as fotografias publicadas no mês de Fevereiro de 2017.

Este mês de Fevereiro foi mês de aniversário desta página. Sem grande pompa mas com alguma circunstância, comemoramos o 13º aniversário com um mergulho.
Já nos últimos dias do mês foi o Carnaval. Há falta de iniciativas e de registos fotográficos sobre o Carnaval deste ano, ficamo-nos pela literatura referente aos Caretos do Entrudo e ao Domingo Gordo.
Publicamos dois recortes d’ O Jornal de Vieira das edições de 1 e 15 de Fevereiro com um artigo do nosso conterrâneo Manuel Joaquim F. de Barros sobre Empreendedorismo e as actividades profissionais ao longo dos anos. Ainda deste nosso conterrâneo, publicamos mais uma das suas fotografias antigas, desta feita, uma recordação sobre as Festas de Ruivães de 1966.
Quanto aos outros contributos, o nosso conterrâneo Guilherme Gonçalves de Espindo enviou-nos umas fotografias da sua participação na Meia Maratona de Braga e, o vieirense Tiago Sousa, uma fotografia aérea (para já) da Vila de Ruivães (para acompanhar nos próximos tempos).
Nas fotografias panorâmicas, a única foi esta da Ponte do Caldeirão em Zebral.
 Do resto, o mês foi passado lá no alto pela serra, entre Zebral e Espindo, das quais destacamos esta cancela, este muro, esta e esta vista para Zebral, a Cascata do Caldeirão,  este olhar sobre capela de S. Pedro antiga e a zona envolvente, esta árvore, e a estrada do Tôco, aqui, aqui, aqui e aqui; e também foi passado cá por baixo junto ao Traves, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, mais acima e mais abaixo no rio aqui, aqui e aqui.  
Ainda cá por baixo, registamos esta bugalha.
Nos vídeos, publicamos alguns, a Cascata do Caldeirão em três andamentos (aqui, aqui e aqui), o Traves e da estrada.

Estatísticas:
na página – primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto;

na rede social Facebookprimeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto.

Casas e ruas

Largo do Pelourinho

Ponte de Ruivães

Traves

«Domingo Gordo»


Após o Sábado filhoeiro vem o Domingo Gordo. É dia de fartura. (…) Em todo o Barroso este dia é dia dos pastores. Têm comida melhorada e festa.
Nas igrejas este é o dia das carnes que todos os devotos levam aos santinhos da sua devoção para arrematar. Na maioria das vezes oferecem orelheiras ou parte delas a Santo António, para guardar os outros porcos de doenças mortais. Por vezes oferecem um leitão de mês, chouriças, frangos, bicas e broas de pão de centeio e milho. As almas também são presenteadas nesse dia e outros ao longo do ano. Ao fim da Missa o sacristão no adro em cima do muro ou à porta da igreja leiloa todas as ofertas e ao fim de apregoar os maiores lenços se vê que ninguém dá mais termina dizendo: dou-lhe uma, dou-lhe duas e por fim dou-lhe três, e está entregue o objecto arrematado, que pode ser pago na hora ou ficar apontado no livro das contas. Quando há uma porca para parir, os donos costumam prometer um leitão a Santo António se todos vierem salvos.
A parte mais rica e variada deste dia é pela tarde. Depois de um lauto almoço, a que nós chamamos jantar, que meteu orelheira afumada e caldo com muita gordura de cozer todas as carnes e a orelheira do porco, vestem-se os caretos, e joga-se o galo, ao cair da tarde.

Retirado do livro “Etnografia Transmontana - Crenças e Tradições de Barroso”, de António Lourenço Fontes.

Para ver mais excertos deste livro referidas nesta página, carregar aquiaqui e aqui.

Parque de lazer do Traves

«Os Caretos do Entrudo»


No Domingo Gordo e dia de Carnaval a que nós chamamos simplesmente Entrudo, rapazes, raparigas, homens, mulheres e crianças todos saem para a rua mascarados, com a cara tapada, com roupas velhas ou novas a disfarçar, o mais possível, para ninguém conhecer as pessoas. Os homens vestem de mulheres e estas de homens. Uns vão de bonitos, outros de velho e feios.
(…)
Os rapazes atiram bombas de estourar e rabear às pernas das moças novas.
Os caretos trajam com croças de palha, chapéus velhos, rotos, peles caseiras de cabra, odres de farinha, mantas velhas, etc. Vestem-se de soldados, frazem-se aleijados, coxos, cegos, burssos, mudos. Levam paus para se defenderem de atrevidos, que os rodeiam para tentar saber quem são. Formam-se barulhos grandes, em várias aldeias, com estes motivos. Os que levam paus batem nas pessoas, nas crianças, que fogem dos caretos como os lobos da luz. Embora ninguém deva levar a mal estas coisas, nem sempre se evitam certos dissabores nestes dias.
(…)


Retirado do livro “Etnografia Transmontana - Crenças e Tradições de Barroso”, de António Lourenço Fontes.

Para ver mais excertos deste livro referidas nesta página, carregar aqui e aqui.

Rua dos Muros

«Empreendedorismo e as actividades profissionais ao longo dos anos»




Retirado d' O Jornal de Vieira, edições nº 1031 e 1032 de 1 e 15 de Fevereiro, respectivamente.

Meia Maratona de Braga, por Guilherme Gonçalves











12.02.2017: Meia Maratona de Braga
Depois de mais de oito dezenas de meias maratonas concluídas, vi gorada a participação da 1.ª Meia Maratona da Cidade de Braga em 2016, por motivo de uma cirurgia a que tive de me submeter!
Este ano, com poucos treinos e ainda com algumas lesões pelo meio, não quis deixar passar a oportunidade de nesta cidade, a minha cidade, concluir a minha 84.ª Meia Maratona, a 2.ª edição da Meia Maratona de Braga.
A par de mim, a MMB, contou com muitos bracarenses que decidiram sair à rua e desafiar a chuva, o vento e o frio que não nos abandonou durante toda a manhã.
Esta não foi uma Meia-Maratona fácil. Nada fácil, mesmo. Além das condições meteorológicas adversas, o percurso para principiantes também me pareceu exigente! "Para a próxima será melhor!" Era isto que ouvia aos estreantes à chegada? Que grande lição de determinação e de força de vontade. Todos nós, os mais experientes lembramos das dificuldades e dos sacrifícios que passámos na primeira Meia Maratona. Mas esta demonstração de determinação no meio de tantas adversidades é, no mínimo, exemplar e inspiradora!
Obrigado a todos, companheiros de "aventuras", que motivam e incentivam a irmos mais longe e mais rápido!
Guilherme Gonçalves