sábado, 21 de março de 2009

Uma fotografia pedida

 



 


 


 


Pelo Manuel Hermenegildo Machado.


 

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Fotografia tirada há minutos atrás, da estrada de Lamalonga.

No Trilho dos Franceses: A II Invasão

 



No dia 26 de Março de 2009, pelas 16H30, vai ser inaugurada no Museu Militar do Porto, a Exposição "No Trilho dos Franceses: A II Invasão". Pretende-se levar o visitante a trilhar o percurso da II Invasão, no passado e no presente, desde a primeira tentativa de entrada em Portugal, junto à foz do rio Minho, a chegada e conquista do Porto e a sua consequente expulsão após duras perseguições pelos estreitos e penosos caminhos das serras do Gerês.





Foto



Para saber mais, aqui.





Preço entrada

1,50 euros

Jovens dos 12 aos 18 anos, professores, portadores de cartão de estudante e cartão-jovem: 0,75 euros

Famílias (Pai, Mãe e filhos): 2,50 euros

Entrada gratuita: Quartas

Gratuito nos restantes dias para menores de 12 anos quando devidamente acompanhados, Reformados, Militares, GNR, PJ, Bombeiros, Deficientes das Forças Armadas, Sócios da Liga dos Amigos do Museu Militar do Porto, Sócios da Liga dos Combatentes e Funcionários Q.P.C.F.A.



Horário

Terça a Sexta, 10h00/13h00 e 14h00/17h00; Sábado e Domingo, 14h00/17h00

Encerrado às Segundas, 24, 25 e 26 de Dezembro, 1 de Janeiro e Domingo de Páscoa

Se a Segunda-feira coincidir com feriado o Museu está aberto das 14h00/17h00"



Contactos

Rua do Heroísmo, 329

4300-259 Porto

Tel.: 351 225 365 514

Fax: 351 225 365 514

E.mail:
mmporto@adsl.tvtel.pt

Site:
www.exercito.pt





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Esta exposição contará com uma fotografia da Ponte do Saltadouro da autoria de José Fernandes e outras duas da autoria de Paulo Miranda, da Ponte de Ruivães (Velha) e da Ponte da Misarela.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Antroponímia de Ruivães
















Para quem não saiba, “Antroponímia” é a ciência que estuda os nomes. Não querendo armar em estudioso, dei no entanto comigo a pensar em nomes de pessoas (e famílias) que, desde os meus tempos de gaiato, povoaram a vila. Alguns dissiparam-se ao longo dos tempos. Outros garantiram descendência, e ainda hoje avivam a nossa memória dando-nos a certeza de que Ruivães foi, é e nunca deixará de ser uma terra com um rico historial humano.
Muitos dos meus conterrâneos chegavam a ser tratados por apelidos que nem afinidade tinham com o seu nome de família. Outros, por alcunhas cuja origem até os próprios desconheciam e que aceitavam serem tratados assim, naturalmente, sem preconceitos. Mas como há alcunhas e alcunhas, algumas eram menos bem aceites, e só “nas suas costas” eram utilizadas para designar pessoas ou famílias. Alguns destes exemplos: Pançuda, Calhordas, Preguiça, Côdeas, Farôco, Má Raça, e outras mais. Noutras situações ainda, por infelicidade dos próprios, eram conhecidos como Marreco (ou Marreca), Zarolho, Mudo, Maneta, Gago e num caso especial houve também um Seis Dedos. As profissões, serviram também para identificar muitas famílias, como os do Ferreiro, do Cantoneiro, do Latoeiro, do Azeiteiro, do Caseiro, da Moleira, do Sapateiro, do Tamanqueiro, etc. Deste grupo havia quem tivesse apelidos profissionais, sem se conhecer actividade inerente a tal, como do Gaiteiro, do Vigário, do Guarda, etc. Depois, aparecem animais ligados a nobres famílias, como do Grilo, do Pinto, do Lagarto, da Moucha (não sei porquê o feminino de Moucho do Deffim (um simpático animal marinho que veio parar às bandas da Cabreira), do Gaio, do Cuco, e ainda “no activo” temos o simpático Rato, a quem aconselho cuidado, porque também no lugar de Vale existe uma família Gato! Para finalizar a bicharada, temos mesmo os do Bicho (que bicho é, não sabemos). Matérias diversas, utensílios e outras referências, identificam destacadas famílias ou pessoas singulares, como: Quintas, Cabaças, Borras, Geadas, Manta, Panela, Pena, Viola, Troncha, Torga, Casulas (deveria ser “Casulos”), Vinténs, Mota, Machado, Escaleira, etc. E que dizer de alcunhas cujo significado é uma incógnita? São nomes, que o dicionário dificilmente define, como: Marau, Zébia, Fusco, Goucha, Quica, Couceiro, Tiroliro, Turgal, Négus, Raimoura (ou Reimoura!), Batoca e outros. Havia também (e ainda há), poderosos apelidos como: Rijo, Valente, Fortes, etc. Localidades há que estão representadas pelo nome das nossas gentes, como Vieira, Campos, Caniçó, etc. Algumas “qualidades”, foram também adoptadas para definir algumas famílias, como: do Santa, de Santo Amaro, do Rei, do Mundo, do Palavra, do Leal, do Galego, etc. Não posso deixar de evocar, figuras típicas que animavam o quotidiano de Ruivães, também eles conhecidos por nomes singulares, como: o Zé dos Figos, o França, o Rochinha, entre outros, não esquecendo uma incomparável figura (felizmente ainda vivo) o Lelo. Mas diminutivos carinhosos como algumas pessoas eram conhecidas, não faltavam. Por exemplo: Aninhas, Mariquinhas (ou simplesmente Quinhas), Bina (ou Bininha), Julinho, Amadeusinho, Luisinho, Xiquinho, Bia, Lai, Lete, etc. Para finalizar, será justo referir famílias que por terem nomes comuns, não deixam de estar ligadas à história de Ruivães. Assim, o meu tributo aos do Sousa, do Abel (ou Mota Campos), do Fraga, do Bernardo, do Hermínio, do Cristóvão, do Ambrósio, da Suzana, do Paulos, da Rita, do Samuel, do Macedo, do Maximino, do Manolo, do Morgado, do Mateus, e tantos mais que pela sua quantidade não posso como é obvio aqui enumerar. Bem hajam aqueles que dão continuidade às famílias que aqui evoquei, que ninguém tenha preconceitos ao ser conhecido por uma alcunha mais ou menos digna, porque não é por aí que vem mal ao mundo, e mesmo dessa forma, não deixarão de dar um excelente contributo para a história da nossa vila. Viva Ruivães!
Manuel Joaquim Fernandes Barros
2009-03-13