Março 2017




Da actualidade deste mês de Março, registamos: 
- a situação do Posto Avançado de Socorro de Ruivães, a convocatóriaa sessãoa petição e, os relatos, na Vieira do Minho TV e n' O Jornal de Vieira por Fernando Araújo Silva;

Este mês de Março fomos aos arquivos buscar algumas fotografias de anos anteriores. Essas fotografias, maioritariamente do ano 2013, foram publicadas no início da manhã e início da tarde e destacamos estas: 
bosque
É engraçado como em quatro anos já se notam algumas diferenças em algumas destas fotografias. 

Nas fotografias destes dias, destacamos estas:
- neve na Cabreira (aquiaquiaquiaqui e aqui)
- Rebordondo (aquiaquiaqui e aqui)

Panorâmicas: 

Contributos: 
a poda da "Casa do Brás" em Espindo, por Guilherme Gonçalves;
as vistas aéreas da Vila, por Tiago Sousa da "PloAr";
o Rio; e, 
Flores, por Manuel Miranda (estas duas últimas). 


Dos recortes d' O Jornal de Vieira, para além do que já referimos anteriormente, publicamos:
o fogo controlado (novamente). 

Vídeos:


Estatísticas: 
- na página: primeirosegundoterceiroquarto e quinto;
- na rede social Facebook: primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto.

«Posto Avançado de Socorros de Ruivães - um problema»






Na sequência de uma convocatória às populações da União das Freguesias de Ruivães e Campos, efetuada pela respetiva junta da União das freguesias, foi levada a efeito, no dia 19 de março de 2017, pelas 14h30, uma assembleia alargada no edifício que serviu de quartel à secção dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho em Ruivães, onde foram postos em discussão: 
- Situação de funcionamento da secção de Ruivães/posto avançado de socorros; 
- Estado de degradação do edifício. 
Também ali me desloquei porque entendi que não deveria ficar indiferente a tal assunto, tanto por razões de cidadania como por necessidade de apreensão das questões de funcionamento daquela infraestrutura que, em boa verdade, me era um tanto nublosa.
Confesso que fiquei impressionado com tão elevada adesão à convocatória; facto que mais me convenceu da preocupação das populações que vivem inseguras, na senda do abandono, da centralização, da falta de meios, da interioridade, do adornar do país ao litoral; massacradas pelo encerramento dos serviços essenciais, sem que encontrem respostas que invertam o problema e aliviem as preocupações. 
Todas as entidades que se dignaram marcar presença na reunião à volta do assunto principal da convocatória, se pronunciaram no sentido de serenar as populações. O presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, referiu que durante a magistratura do seu mandato, dentro do que legalmente lhe for possível, tudo fará para que a Câmara apoie o funcionamento do Posto Avançado de Socorros; a presidente da Assembleia Municipal de Vieira do Minho garantiu que, dentro das competências legais tudo fará para garantir o bem-estar das populações; o representante da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho (DAHBVVM), fazendo alusão ao número de intervenções/ocorrências daquele Posto de Socorros, citou custos envolvidos com o funcionamento e adiantou que o Posto não era para encerrar; O Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho defendeu que o serviço dos Bombeiros em Ruivães deve ser mantido, mas que, por insuficiência de meios humanos, tanto na sede em Vieira como em Ruivães, e por necessidade de dar resposta ao elevado número de solicitações, para cumprimento de escalas e horários de trabalho, teve de fazer deslocar para a sede o efetivo de Ruivães, sendo que espera a resolução do problema da falta de efetivos por parte da Direção da Associação, pela contratação dos elementos necessários para suprir as necessidades; o presidente da união das freguesias de Ruivães e Campos não deixou de expressar o seu descontentamento e preocupação com fecho do Posto de Socorros e apelou para a resolução do problema que afeta as populações. Por fim, a intervenção entusiasmada de Manuel Azeitono que, manifestando a sua revolta com a deslocação do efetivo de Ruivães para Vieira e o descontentamento pelo fecho do Posto, defendendo que aquele equipamento, que foi conseguido à custa de muito empenho, sacrifício e tenacidade, que pertence a Ruivães, deve funcionar e estar ao serviço do povo em permanência. 
Houve intervenções sérias e responsáveis a partir da assembleia, apelando a todos os responsáveis para que seja mantido em funcionamento aquele equipamento de proximidade. 
Em boa verdade não se vislumbraram discordâncias significativas quanto à necessidade e apoio à manutenção em atividade do Posto Avançado de Socorros de Ruivães, mas também não vislumbrei ali compromissos sérios e vincados de que aquele Posto se irá manter em funcionamento. Aliás, perante o cenário que ali foi apresentado, entendo que ninguém poderá assumir tal compromisso (pelo menos as entidades presentes na mesa) mas, pelos vistos, o problema poderá ser resolvido pela Direção da AHBVVM com a contratação dos elementos em falta à corporação. Sim, só ela poderá e deverá equacionar a resolução do problema. 
Claro que se coloca sempre como contra-ponto as contingências financeiras, mas essas, com gestão parcimoniosa, responsável e equitativa sempre se dará resposta às necessidades. Até porque não é na abundância de meios que se afirma a boa gestão, porque com o muito qualquer um o faz. A boa gestão está em fazer bem com menos… 
De qualquer forma, todos os meios que possam estar ao serviço da segurança e bem-estar das populações devem ser acarinhados, mantidos e até promovidos junto de quem deles precisa, sendo os Bombeiros um desses meios essenciais, muito mais relevantes em áreas do interior, semi-despovoadas, envelhecidas, onde os factores da solidão, do abandono, dos parcos recursos e da insegurança mais se notam. 
Mas não é só a população residente que deve ser tida em conta. Também quem passa e nos visita, essencialmente os turistas que não sentindo segurança não vêm para o interior. 
Pela leitura dos números apresentados pelo representante da Direcção da AHBVVM fiquei com a impressão de que se quis alegar que o funcionamento do Posto de Socorros de Ruivães se traduziu em custos elevados para o número de intervenções/ocorrências registadas. Se assim foi, entendo errada tal leitura, até porque o socorro não tem preço. Seria muito bom que tivéssemos bombeiros bem equipados e aquartelados, em permanente formação e treino durante 365 dias por ano, sem que houvesse necessidade de qualquer intervenção. Era sinal que o país estava saudável, seguro e que todo o cidadão cumpria as regras da vida em comunidade, e que os bombeiros existiam apenas e só como reserva para eventualidades. 
Mas mesmo que nos 365 dias se socorresse uma só vítima e se salvasse uma vida, ficaria justificado o orçamento daquele ano.
Mas nem a propósito. No dia 19 de Março de 2017, o mesmo dia em que decorreu a reunião em Ruivães, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Guimarães assinalava o 140º. Aniversário com uma cerimónia de homenagem, inauguração de uma viatura nova e condecorações diversas. Aquela cerimónia foi presidida pela ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, que destacou o reforço do investimento no sector dos Bombeiros e enalteceu o papel “insubstituível” das corporações e lembrou um investimento de 40 milhões de euros e de benefício de cerca de 110 associações humanitárias de bombeiros. Não sei se a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho faz parte daquele número… 
De qualquer forma, apela-se a todas as entidades ligadas ao dossier do Posto de Socorros Avançado de Ruivães o empenho determinado, por forma a que seja devolvida a segurança e confiança às populações, às quais sempre se exige colaboração, no sentido de minimizar as contingências que dificultam o respectivo funcionamento. Garanto que, da minha parte, me farei sócio…

Fernando Araújo da Silva
2017-03-29

Ruivães

Roca e Picota

Curva da Roca

«Assembleia Popular em Ruivães»



«Decorreu no passado domingo uma assembleia popular na Secção de Ruivães dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho, para debater Situação do funcionamento da seção de Ruivães/posto de socorros avançado e o Estado de degradação do edifício.
Estiveram presentes o Presidente da Autarquia de Vieira do Minho ,Presidente da Assembleia municipal,Presidente da Junta de Ruivães/Campos, Comandante dos Bombeiros Voluntários e elementos da direcção da associação humanitária dos bombeiros voluntários.
Durante cerca de 3 horas a população ouvio atentamente as principais razões do fecho da secção de Ruivães dos bombeiros voluntários e questionou os presentes sobre essas opções.
Desta assembleia popular saiu uma resolução que visa a criação de uma comissão entre as partes interessadas de forma a resolver este assunto.
A vieiradominhotv, único órgão de comunicação social presente esteve a conversa com os principais interlocutores»

Reportagem da Vieira do Minho TV que pode ser vista aqui: www.vieiradominho.tv/assembleia-popular-ruivaes/




Para Espindo




Manhã



Vista aérea IV



Fotografia gentilmente cedida pelo Tiago Sousa da PloAr.

Cruzeiro da Botica

“Fogo controlado” na Serra da Cabreira



(carregar na imagem para maior visualização)




A Câmara Municipal de Vieira do Minho promoveu em 10 de Março uma ação de esclarecimento de “fogo controlado” no salão Nobre seguida de demonstração prática no Cabeço da Vaca, em Espindo - Ruivães. 
António Cardoso, presidente da Câmara Municipal, o Comandante Operacional Distrital de Braga, Hermenegildo Abreu, o representante do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, Jorge Dias e Nelson Rodrigues, da Associação para o Ordenamento da Cabreira (APOSC), especialista no fogo controlado e análise de incêndios, esclareceram presidentes de Junta de Freguesia, Conselhos Directivos de Baldios, caçadores, pastores e população local no sentido de prevenir possíveis riscos de incêndios florestais.
As estatísticas apontam o concelho de Vieira, Terras de Bouro, Fafe e Vila Verde como os mais fustigados e com área mais ardida e as ignições ocorrem mais vezes aos sábados, domingos e segundas-feiras, em Julho, Agosto e Setembro (fase Charlie). 
“O “fogo controlado” é uma técnica de gestão de combustíveis que implica recursos baixos, muito menos do que roçar. No ano passado, a pedido de Juntas de Freguesia, de Baldios e de Zonas de Caça, já criamos mosaicos em 350 hectares. Repare para ali a zona do Turio está protegida”, disse o técnico da APOSC. 
Rui Pedro, 2º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho orientou as várias equipas neste fogo controlado que teve 15 formandos do curso realizado, alguns do Município de Montalegre que querem ligar este plano de protecção encetado por Vieira do Minho. Numa área de 30 ha participaram também 1 equipa do GIPS da GNR; 1 equipa de sapadores florestais; 1 equipa dos Bombeiros VVM e 2 equipas da Força Especial de Bombeiros.
2017-03-14

"Escola Velha" | Junta de Freguesia (antiga)




Estrada



Parque de lazer

“Honra Presidencial a uma ruivanense”










No dia 1 de Fevereiro, S. Exª. o Sr. Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, numa das suas acções de comunicação com o seu povo, deslocou-se pelo centro da capital, mais exactamente pela Rua Augusta. 
Assim, demonstrando mais uma vez a sua extraordinária cumplicidade com o povo, cumprimentou quem com ele se cruzava, nacionais ou estrangeiros, distribuindo abraços, beijinhos e sorrisos. 
Apreciou a degradação dos inúmeros prédios pombalinos, devolutos, que dão um triste cenário à mais movimentada rua da capital, os quais se estão a transformar num grande agregado de hotéis aguardando apenas a morte de alguns residentes na sua maioria idosos. 
A esse propósito, possivelmente, foi informado da persistência de alguns (poucos) moradores dessa rua, fazendo desde logo questão de visitar quatro deles em suas casas.
Eis senão, que entre eles surge uma simpática senhora que lhe abriu a porta de sua casa, travando de imediato com ele uma agradável conversa. 
Essa senhora, mora ali desde a década de sessenta, e eu o confirmo porque me lembra bem quando aos doze anos fui para a capital e ali a fui encontrar. 
Falou com o Sr. Presidente com tal desenvoltura, apesar dos seus 84 anos, e dele recebeu um terno beijinho como se pode observar no recorte do Correio da Manhã de 02.02.2017, aqui anexo. 
A simpática senhora, é a nossa conterrânea Clara do “Bicho”, natural de Vale, Ruivães. 
Para além da noticia no Correio da Manhã, também pelo menos na TVI passou o diálogo entre eles. 
São assim os nossos idosos, a encher-nos de orgulho mais ainda quando como neste caso são também nossos conterrâneos.
Manuel Joaquim F. Barros
2017-02-27




Junta de Freguesia




de trás de Vale




o Rio Cávado (barragem) e a serra do Gerês do lado de lá.

Ruivães II

«Edil Vieirense acompanhou Serviço de Proximidade na deslocação à freguesia de Ruivães»




O presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, António Cardoso, acompanhou hoje o Serviço de proximidade “ A Câmara Perto de si”, na sua deslocação ao lugar de Zebral, na freguesia de Ruivães.
Refira-se que serviço entrou em funcionamento em setembro de 2016 e presta semanalmente cerca de 250 atendimentos aos munícipes do concelho. “A Câmara Perto de Si” é um serviço de carácter itinerante, através do qual são prestados um conjunto de serviços de utilidade pública junto da população de Vieira do Minho, sendo beneficiários a população residente nas freguesias do concelho.
Trata-se pois, de um serviço itinerante que é prestado em todas as freguesias do concelho, nomeadamente: na Unidade Móvel de Atendimento, nos Centros de Convívio e Lazer, nas Sedes das Juntas de Freguesia, antigas escolas primárias, associações e outros locais que reúnam as condições para o efeito e é prestado por técnicas da Câmara Municipal.
O serviço de proximidade “ a Câmara Perto de Si” é prestado uma vez por semana em cada localidade, sempre no mesmo dia e mesma hora de atendimento.
O serviço de proximidade surgiu com o intuito de diminuir o isolamento da população de Vieira do Minho e para tal, o Município apetrechou uma viatura com computador, fotocopiadora, impressora e telemóvel, um terminal para pagamentos (ATM) onde os técnicos da Câmara Municipal prestam o serviço, ou seja, é uma espécie de gabinete ambulante, destinado a apoiar a população nos seus locais de residência, na resolução de problemas relacionados com os serviços da administração pública e instituições locais, na sinalização de situações de risco que se encontrem a descoberto, bem como prestar algum apoio ao nível da saúde, através de um serviço de triagem, como medição de controle da tensão arterial, controle da diabetes, entre outros.
Para além dos serviços de atendimento, informação e apoio de proximidade às populações do concelho, este serviço assume-se também como um veículo importante no combate ao isolamento dos idosos.
Na deslocação desta tarde, cerca de 30 habitantes do Lugar de Zebral, procuram os serviços prestados pela “Câmara perto de si” e, no contacto com a população o presidente do Município referiu que a “criação do serviço de proximidade e de outros serviços de apoio às famílias significa melhorar a acessibilidade e a qualidade de vida de todos os nossos munícipes. A ideia de criação destes serviços baseia-se na lógica de proximidade territorial e relacional e constituiu uma mais valia no apoio aos mais desfavorecidos e num ajuste permanente aos problemas que vão surgindo”.
António Cardoso afirmou, ainda que “a identificação das necessidades e respostas através de um diagnóstico a nível local permite, com o envolvimento e a participação de quem conhece o respetivo território e as suas carências, desenvolver modalidades inovadoras de intervenção que assegurem soluções ajustadas à medida dos problemas que vão surgindo"


Retirado daqui: www.cm-vminho.pt/index.php?oid=15755&op=all

Contra o encerramento da Secção de Bombeiros Voluntários de Ruivães, Vieira do Minho, Braga, Portugal

Para: Ruivanenses residentes e pela diáspora



As Aldeias do interior de Portugal estão cada vez mais isoladas. Para se deslocarem ao Hospital mais próximo precisam de ir de Táxi gastando assim aquilo que lhes faz falta para alimentação e contas da água e da luz. 
A Secção dos Bombeiros de Ruivães está sediada em Ruivães com orientações a partir de Vieira do Minho. Tem esta Secção servido os interesses das populações mais afastadas e isoladas com ou sem recursos. 
Já não há médico diário. o Posto Médico só abre três dias na semana. Não há postos de segurança como GNR ou outros; não há nenhuma Instituição que garanta às populaçoes a sua segurança e o mínimo de acesso ao Concelho e ao Distrito - só recorrendo a carros particulares que estão durante o dia fora para onde os mais novos se deslocam a trabalhar ou táxi. 

As gentes assim isoladas têm nos Bombeiros a sua maior segurança. São chamados para tudo. 
E estes, sem meios e recursos não conseguem acudir às necessidades dos moradores. 

Assim, para que esta Aldeia que até tem foral de Vila não fique isolada do Concelho - pede-se ao Parlamento ou a quem de direito que ajude a combater o isolamento dos eleitores e contribuintes que são pessoas de bem e têm em dia as suas contas 

- para que a Secção de Bombeiros Voluntários de Ruivães seja mantida e reorganizada nas suas estruturas: instalações, meios e quadros - a funcionar a partir de Ruivães e não a partir do Concelho de Vieira do Minho - onde está a Corporação a que pertence (erradamente e desde o início) esta Secção! 

Enquanto os doentes vão a Vieira para serem reencaminhados para Braga - morrem no caminho. 

Pede-se não só, que não encerre a Secção, como também, que os Bombeiros possam socorrer directamente para o Hospital Distrital de Braga, sem terem de ir "gastar tempo" à Delegação de Saúde de Vieira do Minho. 


Vivam os Bombeiros Voluntários de Ruivães! 


Saltadouro




Pormenores na Vila




Por entre as árvores, a torre da Igreja e alguns telhados das casas mais lá em baixo; no fundo da fotografia, os blocos da construção da sede da junta de freguesia. 
Junho 2013