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terça-feira, 22 de setembro de 2026

«Família Souza Magalhães»


«Prezados,

Escrevo-lhes do Brasil, mais especificamente de Curitiba, no Paraná. No último dia 4, tive a imensa alegria de visitar a Vila de Ruivães na companhia de minha esposa e de meu filho. Fizemos questão de incluir esse destino em nosso roteiro de viagem a Portugal com o propósito muito especial de conhecer a terra dos meus avoengos.

Fomos acolhidos com extrema simpatia pelo Pe. Fernando Manuel da Costa Machado, que gentilmente nos abriu as portas da Igreja Paroquial de São Martinho de Ruivães e nos brindou com uma longa e rica explicação sobre a história desse belíssimo templo.

Um momento de particular emoção para mim foi contemplar a pia batismal da igreja. Saber que nela meu tetravô, meu bisavô, seus irmãos e tantos outros de meus ascendentes receberam o batismo foi profundamente tocante. Foi inevitável refletir sobre os momentos tão significativos, entre alegrias e tristezas, que a minha família vivenciou no espaço sagrado desta paróquia.

Para fins de memória e afeto, partilho os nomes de alguns desses entes queridos:

  • Meu tetravô, o ancestral mais distante de que tenho registro: Domingos Manoel de Souza Magalhães, filho de Antonia Maria Machado, casado com Anna Joaquina de Souza Magalhães (Correia de Andrade, em solteira).

  • Meu bisavô, que imigrou para o Brasil aos 18 anos, em 1837: Major Pedro Fortunato de Souza Magalhães (nascido em 1º de setembro de 1820 e falecido na Lapa-PR, em 1887).

  • Minha tia-trisavó, que não apenas foi batizada nesta igreja (em 3 de junho de 1832), mas que também repousa sepultada sob o seu piso: Balbina Valeriana de Souza Magalhães.

  • Meus tios-trisavós, José Maria de Souza Magalhães e Maria Rosa de Souza Magalhães, com trajetórias igualmente ligadas a esta paróquia.

Retorno ao meu país sentindo-me profundamente unido, em espírito, a esta vila e aos seus moradores.

Recebam o meu sincero agradecimento e um afetuoso abraço,

José Luiz de Souza (Magalhães) Maranhão

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domingo, 23 de novembro de 2025

«Alvoradas da Cabreira em Braga»


No passado mês de Junho os Alvoradas da Cabreira levaram o seu carisma e singularidade a Braga, por ocasião do Encontro Internacional de Cabeçudos e Gigantones, um dos momentos altos que antecede as festas da cidade, o São João. Este encontro reuniu vários grupos portugueses e espanhóis (e já contou até com delegações de Inglaterra), e faz parte do programa oficial das festas, sob a organização da Associação Cultural Ida e Volta em parceria com a Associação de Festas de São João de Braga.

No desfile, os gigantones dos Alvoradas da Cabreira dançaram lado a lado com outros grupos vindos desde os Açores até Valladolid, enchendo as ruas de Braga com cor, música e tradição. Este evento, com mais de dois mil participantes segundo a organização, celebrou a cultura popular e reforçou a importância dos gigantones e cabeçudos nas tradições bracarenses e do Norte de Portugal.