sábado, 14 de maio de 2005

Reviver o passado em Ruivães



            Foi num dia de Inverno, chuvoso, triste, que eu deixei sem saber ate quando, a minha aldeia.



Os primeiros cinquenta quilómetros da viagem que me levariam até Braga, fi-los chorando copiosamente, humedecendo com as lágrimas o vidro da janela da camioneta, ao mesmo tempo que do lado de fora, no mesmo vidro, as golas de chuva deslizavam como de uma competição se tratasse.

Ruivães ficava cada vez mais para trás. Depois da camioneta, o comboio, tudo conjugado mais me parecia um rapto. De nada adiantava dizer que não queria ir pois um puxão de orelhas punha logo fim à minha impertinência.

Conforme o comboio com destino a Lisboa se distanciava, mais aumentava a tristeza de ter deixado a minha aldeia. Tinha partido nessa manhã, e já sentia saudades!

Tinha doze anos, soberbos de alegria, vívidos sempre naquela terra tão linda, e agora levavam-me para um mundo que eu não conhecia, sei lá o que me esperava!

Se calhar não voltaria a ver os meus amigos de infância, o meu avô – a quem chamava pai porque foi ele quem me criou, a Serra da Cabreira e o rio que tanto amava! …

Sentia-me perdido, apetecia-me saltar pela janela do comboio e correr, correr por aqueles montes fora de volta à minha aldeia.

Passaram-se muitos anos, até voltar a Ruivães.

Quando isso aconteceu, fui encontrar a aldeia desfigurada, se bem que nalgumas coisas para melhor. A estrada estava alcatroada, as ruas calcetadas, algumas casas novas outras arranjadas, mas.., acima de tudo, já havia electricidade!

Tudo estava diferente, mas a Cabreira mantinha-se indiferente ao progresso, imponente lá no alto, como eu a amava. E o rio? Tal como na canção, este meu rio, não o outro, continuava lindo!...

A primeira coisa que fiz, foi mergulhar nos poços onde tanto chapinhei, como o do Chabouco, Maria Pereira, das Traves, foi mesmo uma romagem de saudade,

E os meus amigos? Procurei por eles, só um ou dois por lá se mantinham. Alguns, mais velhos que eu, foram para a tropa e consequentemente para o Ultramar, outros emigraram “a salto” e por isso nem à terra podiam vir, só os velhinhos mantinham viva a recordação que eu tinha da aldeia que deixei.



NOTA: Artigo gentilmente copiado d' O Jornal de Vieira nº 763 de 15 de Maio de 2005. Desconhecemos o seu autor, mas o artigo tem continuação no próximo número.


sexta-feira, 22 de abril de 2005

Gentes de Ruivães (2005)




A nossa Vila de Ruivães é feita de gente única, acolhedora e simpática, como estas duas senhoras, Srª Silvina e Aurorinha.

Fotografia gentilmente cedida pelo Humberto Ribeiro.

sábado, 9 de abril de 2005

Foto(s) do dia

 


IM000406.JPG


 


 


Eis uma panorâmica diferente da nossa freguesia, vista de Pincães sobre Frades e Soutelos.


 


 

domingo, 3 de abril de 2005

Passeio intermédio

 


2005.04.03.jpg


 


 


Uma vez que as datas dos passeios BTT, que se vinham a realizar de quinze em quinze dias vão ser alteradas, hoje fez-se um intermédio para não perder a forma; se calhar por isso e que so apareceram sete duros; ou foi porque tiveram medo à chuva?




O percurso foi muito bom, saída de Ruivães, em direcção à Srª da Fé (foto), pela Serradela e regresso por Salamonde.


 

quinta-feira, 31 de março de 2005

Mais um passeio B.T.T.

20.03.2005.jpg


 


 


Aconteceu no passado dia 20 de Março mais um passeio B.T.T., desta feita com o seguinte percurso: Ruivães - Frades - Vila Nova - Ferral - Cambêdo - Santa Leocádia - Botica - Ruivães. Segundo os participantes, foi um passeio que correu muito bem, mesmo tendo que "inverter papéis" com a bicicleta.

 


Fica a promessa de mais passeios, com a periodicidade quinzenal, o próximo já no dia 3 de Abril. Apareçam!!!


 


 

segunda-feira, 28 de março de 2005

Páscoa Feliz

 


Celebrou-se hoje mais um dia de Páscoa. Como de tradição, o compasso andou pela Vila e mais alguns lugares da freguesia, ficando os outros para o dia de amanhã. Mas a tradição já não é o que era, as pessoas cada vez são mesmo e este ano até o tempo chuvoso não ajudou à festa da Páscoa.

 


 


É um facto, cada vez há menos gente, menos casas abertas para receber o compasso e até a procissão tinha muito pouca gente a acompanhar. Valeu ao menos a Missa de Páscoa que tinha muita gente.

 


Ficamos à espera que para o ano seja melhor em todos os aspectos.