Decorreu no passado Domingo, dia 28 de Janeiro, no salão da Casa de Dentro "Capitão-mor", uma sessão de esclarecimento sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, com vista ao referendo de 11 de Fevereiro próximo. A iniciativa foi promovida pelo movimento cívico de cidadãos, Minho com Vida.
A sessão, com a participação de cerca de três dezenas de pessoas, contou com os esclarecimentos médicos do Dr. Artur Barros – Médico especialista em medicina interna, no Hospital de Ponte de Lima – e com uma apresentação teórica sobre o que está a ser referendado, por parte de uma professora do departamento de Educação da Universidade do Minho, Dra. Carla Fontes.
Depois dos esclarecimentos e da interpretação da frase que será colocada à votação em referendo, a plateia foi esclarecida acerca das consequências desta votação, quer a nível médico, quer a nível do sistema de saúde público.
Um dos momentos altos ocorreu quando os oradores fizeram passar pela assistência um pequeno boneco em barro com as dimensões, morfologia e peso aproximados de um feto de 10 semanas.
Mais tarde, o Dr. Artur Barros, utilizando termos médicos de fácil compreensão, explicou o porquê da sua opção pelo NÃO e, mais uma vez, antecipou as consequências para a mulher, para a saúde em Portugal e para a sociedade, na eventualidade de vitória do SIM.
No final da sessão de esclarecimento, os ouvintes tiveram oportunidade de colocar as suas questões e esclarecer algumas dúvidas que persistiam.
De lamentar a pouca adesão de público a esta iniciativa. De facto, frequentemente se ouvem os Ruivanenses a dizer que se consideram abandonados, sem iniciativas na sua terra; quando as mesmas ocorrem, poucos são os participantes.
Tratava-se de uma iniciativa que visava esclarecer dúvidas. Nada era imposto, nem sequer o sentido de voto. Não se compreende, pois, a pouca adesão do público. Estarão as pessoas esclarecidas o suficiente ou apenas preferiram ficar pelo café ou pela rua em amena cavaqueira?
“Age de forma que a máxima de tua conduta possa ser sempre um princípio de lei natural, universal e imutável" – Kant
Ana Duarte


