domingo, 24 de setembro de 2017

Novo Pároco


Decorreu ao final da tarde de hoje o início de funções do novo Pároco de São Martinho de Ruivães, o Padre Fernando Manuel da Costa Machado, nomeado para o desempenho dessas funções pelo Arcebispo de Braga no passado mês de Julho.
Na Missa inaugural o Padre Fernando fez-se acompanhar do Arcipreste de Vieira do Minho, Padre Alcino Xavier, do Vice-Arcipreste, Padre Albano Costa, do Padre Fernando Eurico e do Padre Nuno Campos, que quiseram assim dar relevo a esta nomeação. Foram também muitos os ruivanenses que assistiram à Missa, bem como muitos familiares e amigos do Padre Fernando. As autoridades civis também se fizeram representar, nomeadamente a Câmara e Assembleia Municipal, bem como a Junta de Freguesia.
Antecedendo a Missa, a Professora Maria Ferreira leu uma mensagem de boas vindas ao novo pároco nas escadas da Igreja devidamente enfeitadas com pétalas de flores.
O Padre Martinho Araújo que cessou funções na Paróquia de São Martinho de Ruivães também não foi esquecido, agora que terminam os catorze anos de ofício nesta terra, todos lhe desejando as melhores sortes nas novas paróquias. 












da Presa à Lameira da Botica XLVIII




da Presa à Lameira da Botica XLVII




Pardinho 2017, por Ana Miranda




segunda-feira, 18 de setembro de 2017

da Presa à Lameira da Botica XXXVI




da Presa à Lameira da Botica XXXV




Pardinho 2017, por Ana Miranda




"O COMBATE DE RUIVÃES"





COMBATE DE RUIVÃES, (ou ACÇÃO DE RUIVÃES), foi um confronto militar entre forças opostas do Exército Português travado a 18 de Setembro de 1837, na localidade de Ruivães, no contexto da Revolta dos Marechais. As forças afectas ao governo, comandadas pelo Visconde das Antas, derrotaram as forças sublevadas, comandadas pelo Barão de Leiria. A vitória governamental determinou o fim da revolta com a assinatura da Convenção de Chaves, que a 7 de Outubro daquele ano determinou a rendição das tropas sublevadas, que ficaram à disposição do governo. Os oficiais, foram autorizados a manter os seus postos, mas passaram a ser pagos de acordo com a tarifa de 1719. Os chefes da revolta, o marquês de Saldanha, o duque da Terceira, o duque de Palmela, Silva Carvalho e Mouzinho de Albuquerque foram obrigados a procurar exílio fora de Portugal.

Nota:
“José do Telhado”, o herói que se tornou vilão e que já havia estado envolvido na revolta da Maria da Fonte, tendo sido um dos líderes dessa insurreição, também interveio com grande valentia no Combate de Ruivães, como reza um poema a ele dedicado:

     O Zé por lá continuou a lutar
     Nas batalhas de Ruivães e Chão da Feira
     Pancadaria da grossa
     Mas ele – nem uma mossa !
     Sempre à frente erguendo bem alto a bandeira
     Mas o fim não foi feliz
     Pois perderam por um triz
     E a revolta teve de ficar por ali
     E o Zé recambiado para o estrangeiro
     Exilado para Madrid

Foi um dos oficiais que teve de se exilar no estrangeiro, não obstante ter sido condecorado com a maior das condecorações militares de Portugal, que ainda hoje se atribui, a de “Oficial da Torre e Espada”.
Voltaria a Portugal para comandar um bando de salteadores, e de novo por Ruivães algumas vezes deambulou, acoitando-se na Casa do Corvo (Ou do Vale, hoje conhecida por “casa do Lagarto”) em Vale.



***

Paulo:
Comemoram-se 180 anos do "Combate de Ruivães" (ou "Acção de Ruivães"), com a intervenção do famoso "Zé do Telhado" que pelas bandas de Ruivães assentou arraiais.
Acaso queiras nessa altura fazer uma alusão ao acontecimento, desde já te envio esta compilação.
Atenção, que a gravura do combate, não sei se retrata as serranias ruivanenses, porém as tropas, uniformes e armamento são originais dessa época.
Um abraço.

Manuel Joaquim F. de Barros