PR8 VRM - As Pontes da 2ª Invasão Francesa






Este percurso de pequena rota é linear e inicia no largo em frente à Junta de Freguesia de Ruivães e termina na Ponte da Misarela. Tem uma extensão aproximada de 11 km, com uma duração de cerca de 3h. Trata-se de um percurso que poderá ser realizado em qualquer altura do ano, apesar da sua exposição. Apresenta ao longo do seu traçado vários pontos de interesse cultural, histórico, patrimonial e natural.

Acesso ao trilho

Partindo do centro de Vieira do Minho, siga pela EN 304 em direção à rotunda das Cerdeirinhas, na freguesia de Tabuaças. Na rotunda, saia na primeira saída, entrando na EN 103 em direção a Chaves e siga cerca de 25 km até à freguesia de Ruivães. Em Ruivães, junto à farmácia vire à direita em direção à Junta de Freguesia. É a partir daqui que se encontra sinalizado este percurso.

Descrição do percurso

O trilho das Pontes da 2ª Invasão Francesa tem início no lugar de Vila na freguesia de Ruivães, em frente à Junta de Freguesia. Desenvolve-se essencialmente por caminhos rurais e ancestrais e foi idealizado de forma a abranger, num mesmo percurso, as 3 pontes associadas à 2ª Invasão Francesa ordenada por Napoleão Bonaparte: Ponte de Rês (Ponte Velha), Ponte do Saltadouro (submersa) e Ponte da Misarela.

Siga em direção à Ponte de Rês por um caminho antigo, romano, denominado como “Caminho de Ruivães”, integrado no traçado Via Romana XVII que fazia ligação entre Braga e Chaves. Percorrendo esse trajeto, pontuado por linhas de água e várias estruturas de cariz rural, são visíveis extensos trechos pavimentados com lajeado de tipologia romana. A Ponte de Rês, ou Ponte Velha de Ruivães, liga as margens do Rio Saltadouro. Na 2ª Invasão Francesa, foi defendida por populares e, conjuntamente com o Caminho de Ruivães, obteve a classificação de Conjunto de Interesse Público, em 2020.

Siga em direção ao lugar de Vale, onde encontra a Casa do Corvo, pertencente à família de Domingos Abreu, ilustre vieirense.

O caminho continua em ziguezague até à Albufeira de Salamonde. Aconchegada entre as serras da Cabreira e do Gerês, esta é alimentada pelo Rio Cávado. A descida até às margens deste espelho de água oferece-nos uma paisagem com sublimes vistas panorâmicas.

Fazendo um pequeno desvio, chega-se à nova Ponte do Saltadouro. A antiga e original Ponte do Saltadouro encontra-se submersa, fruto da subida do nível das águas, resultante da construção da Albufeira de Salamonde. Na noite de 15 para 16 de maio de 1809 travou-se, neste local, uma batalha entre o exército francês e populares portugueses.

Retomando o trilho, percorre-se a margem esquerda da Albufeira de Salamonde e um antigo caminho rural que serpenteia por entre as sombras do arvoredo e desemboca no lugar de Frades.

Já em Frades, siga até à Ponte da Misarela, popularmente conhecida como “Ponte do Diabo”. Edificado na Idade Media, sobre o leito do rio Rabagão e no fundo de um desfiladeiro, mas em completa sintonia com a natureza envolvente, este monumento está ligado a várias crenças pagãs e lendas centenárias que têm sobrevivido à passagem do tempo.

Para além do postal turístico aqui apresentado, devemos relembrar que a Ponte da Misarela foi testemunho de um marco importante da História de Portugal, pois foi neste local que se deu um combate sangrento entre o exército de Napoleão e as tropas luso-britânicas na 2ª Invasão Francesa.

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