quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Vista Barragem
Fotografia tirada na estrada da Devesa para a Serradela no fim-de-semana passado.
Esta fotografia tal como outras que venho publicando são consequências das obras que têm acontecido na nossa freguesia. Quem me conhece, sabe o que eu penso. Quem não me conhece assim tão bem, pode ler ou reler o que escrevi aqui em Setembro de 2012.
A maioria dos que lerem este artigo não perceberão o que quero dizer com este pequeno texto. Vem isto a propósito do poste anterior a este, que teve vários insistentes comentários todos na mesma ideia. Aconselho a ler as regras do comentário deste sítio desde Março de 2008.
Paulo Miranda
terça-feira, 17 de novembro de 2015
David Machado: «Convite para o lançamento do meu novo livro para crianças»
«Caros,
passados seis anos, eu e o Paulo Galindro (ilustrador de O TUBARÃO NA BANHEIRA) temos novo livro para crianças. Chama-se UMA NOITE CAIU UMA ESTRELA e já está nas livrarias.
O lançamento é no próximo sábado, dia 21 de Novembro, às 15h30, na Ler Devagar da Lx Factory, em Lisboa. A apresentação do livro será feita pelo José Barata Moura.
Quero muito que venham celebrar connosco.
Abraços,
David»segunda-feira, 16 de novembro de 2015
A "Saudade"
Saudade, é um estado de espírito que abala qualquer mortal. Mexe com a
nossa mente, dilacera o coração.
Saudade, como dizia o poeta, “é fogo que arde, sente-se mas não se vê”.
Saudade, é mal de que sofro onze meses em cada ano, e só se extingue no
mês de férias que sempre passo em Ruivães.
Após percorrer centenas de quilómetros, quando chego à Devesa (ou “casa
do Guarda florestal”) e logo de seguida descrevo a curva do Castelo, o coração
parece querer saltar para fora da sua caixa, pois é o momento em que do outro
lado do rio, placidamente recostado no sopé da Cabreira, vislumbro o velho
casario de Ruivães, essa terra minha amada.
Ponho então em acção um ritual que já vem de longe, que é ao mesmo tempo que
dou umas valentes buzinadelas, vou aos pulmões buscar todo o ar que contêm, e
lanço um sonoro “berro”:
- Ruivães! Eu te amo!...
Minha mulher chama-me maluco, mas… só eu sei o que sinto!
Todos os anos chego a Ruivães um ano mais velho, mas na verdade o que me sinto
é um garoto de doze anos, quando banhado em lágrimas fui de lá levado para ser
“depositado” num colégio interno na Cova da Iria.
Só voltaria a Ruivães oito anos depois - estava na tropa – por motivo de
um grande desgosto para mim, que foi o falecimento do meu avô. Foi ele que me
criou, e eu não sabia se chorar por esse homem que foi o meu mentor e herói, se
de alegria por ter voltado à terra que me viu nascer para a vida ao fim de oito
anos de saudade acumulada no meu coração.
Com meu avô eclipsou-se toda a minha família em Ruivães, e em função
disso nasceu em mim o temor de jamais aí voltar.
Mas voltei, outros oito anos depois. Quis o destino que viesse a
constituir família com uma ruivanense, e então voltei quando fui pedir a sua
mão à mãe dela.
Matei mais uma vez as saudades de tão longa ausência, e daí para cá
eis-me em Ruivães em Agosto de cada ano, sentindo essa estadia como que uma
ascensão ao Céu.
Não me falem de férias em locais paradisíacos. Para mim, o paraíso
terrestre, foi criado por Deus no Norte de Portugal; chama-se Minho, e tem o
seu epicentro entre a Cabreira e o Gerês, conhecido por Ruivães.
Já pisei três continentes, estive em três ex-colónias portuguesas, naveguei
por três oceanos e dois mares, convivi com gentes de várias raças e culturas, e
nada me cativou tanto quanto a essência do meu povo, os hábitos e simpatia da
génese minhota, as serras, campos, rios e fontes, a vegetação que dá cor à
minha terra tão amada. Sim, o paraíso está cá e eu sou de lá!
Ruivães! Só tu me levas à loucura. És definitivamente o meu grande amor!
Neste ano da graça do Senhor de 2015, lá estive uma vez mais, e após
sorver o mesmo ar de quando vim ao mundo, ter reconfortado o coração no
reencontro com os meus amigos de infância, como é meu costume parti para a
descoberta de inovações na vila, e este ano destaco a intervenção no rio
Saltadouro.
Quantas vezes lamentei mesmo aqui, o desprezo votado por quem de direito
pelo rio que era ainda assim a razão de muitos ruivanenses aí irem de férias!
Porque não era aproveitado esse potencial, a jóia da coroa da nossa
terra, levando o pessoal a procurar outros locais como as praias fluviais de
Cabril e Padrões?
Por fim os olhos se abriram, os moucos deixaram de o ser, e eis que o meu
querido rio se me deparou transfigurado, lindo quanto baste, um espanto ao
olhar.
Fiquei deslumbrado, mais ficarei certamente quando se concluírem os
trabalhos, com a construção da represa de que se fala.
Espero também, que se proporcione a quem lá se desloca “a pé” uma outra
intervenção, que seria a cereja no topo do bolo, que é a limpeza do caminho que
vai da Roca à base da ponte.
Esse caminho que todos nós utilizávamos tanto para o “Traves” como para o
“Maria Pereira”, não só proporciona uma agradável frescura, como garante total
segurança, ao invés da deslocação pela estrada, extremamente perigosa, com
passeios inexistentes e os carros a arrasarem quem por aí circula.
E para meu tormento, Agosto chegou ao fim, lá parti para mais onze meses
de saudade a roer-me por dentro, mas se Deus quiser, para o ano lá estarei.
Queridos conterrâneos, espalhados pelo mundo (e por cá), que vivem como
eu o amargor da Saudade, não desprezem a vossa terra, amem-na porque foi nela
que Deus nos fez vir ao mundo.
Viva Ruivães!
Manuel Joaquim F. Barros
domingo, 15 de novembro de 2015
sábado, 14 de novembro de 2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Teatro de S. Martinho
Teatro sobre a vida de S. Martinho feita no momento de Acção de Graças da Missa da Festa. Esta encenação contou com a participação de 33 pessoas da Vila, de todas as idades.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Subscrever:
Comentários (Atom)














