sábado, 27 de maio de 2006

Monumentos da Vila


Mais uma referencia à Vila de Ruivães no mundo da Internet, desta feita, relativamente aos monumentos nacionais existentes na nossa freguesia. São três e podem ser encontrados na página oficial da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, a saber: Pelourinho de Ruivães, Ponte da Misarela e Ponte da Rês (também conhecida entre nós como Ponte Velha de Ruivães).


Façam como nós e percam uns minutos nestas ligações que aqui deixamos, para redescobrirmos estas peças preciosas.


 


domingo, 21 de maio de 2006


— Afinal em que ficamos? Que é que quereis que eu vos conte?


— As viagens que antigamente se faziam daqui a Braga.


— Isso mesmo.


Falavam todos ao mesmo tempo, batiam palmas. Era um reboliço à volta da lareira.


— Está bem, eu conto. Mas quero-vos a todos quietinhos e calados.


Eles aquietavam-se. Ela continuava


— Daqui a Ruivães ia-se a pé ou a cavalo, ao longo de dúzia e meia de aldeias e outras tantas pondras, pontilhões e pontes manhosas.


E quantas léguas?


— Muitas! A direito, serão umas quinze. Mas pelos caminhos velhos, cheios de torcicolos, rampas e precipícios, bota lá para umas vinte bem puxadas.


— Em quantos dias?


— Um.


— Arre!


Mas era preciso sair alta madrugada, para chegar ao escurecer.


— Sem parar?


— Com pequenas pausas. Para comer e outras necessidades. Levava-se um merendeiro, rações de grão para os animais. Amesendava-se pelas estalagens, que tinham comes e bebes para os viajeiros, e estrebarias anexas para as cavalgaduras.


— E não tinham medo?


— Nunca foram assaltados?


— Felizmente não. Mas nem todos tiveram a mesma sorte. Onde quer aparecia uma cruz a pedir um Padre Nosso por alma de quem ali morrera. Estou a lembrar-me de uma à saída da Vila da Ponte, onde em tempos idos, assassinaram um homem da freguesia de Salto; e de uma outra à entrada da Ponte do Arco, hoje submersa pela albufeira da Venda Nova, onde os ladrões mataram um estudante de Calvão, que regressava de Coimbra a casa.


— Oh!!!


E a malta caiu num silêncio de meditação e horror. Logo desfeito por um mais impaciente.


— E em Ruivães saltavam para a diligência.


— Não, meu filho! Em Ruivães dormíamos.


— Nalgum palheiro?


— Em casa do Zé da Neta, num sobrado com cinco leitos, onde nos deitávamos dois a dois.


— Despidos?


— Não sejas maliciosa, que Jesus não gosta. Mulheres de saiote e corpete, homens em camisa e ceroulas.


— Toda a noite?


— Bosteve. À uma da manhã, tocava a cometa. Meia hora depois partia a mala-posta.


— Que era uma carruagem puxada a cavalos?


— Cinco. Duas parelhas e um à frente, o galera.


— A que velocidade?


— Mais ou menos uma légua por hora.


— Por esse andar...


As duas e meia parávamos em Salamonde, à porta do professor, para recolher a mala do correio, que ele atirava da janela para o tejadilho. Uma noite, com o sono (julgo eu, muito embora outros falassem em vinho) em vez da mala, atirou as calças...


— E depois?


— Viu-se em calças pardas com o correio-mor, que levou aquilo à conta de desfeita.


— Quantas pessoas transportava a diligência?


— A lotação eram dez. Seis dentro e quatro ao relento. Mas, se fosse caso disso, os Caniçós, que assim se chamavam os donos e boleeiros, metiam lá outros tantos. Em plano e ao baixo. Que nas subidas, não custava nada: os passageiros iam a pé. Os Caniçós gritavam; Folga ós cavalos! E toda a minha gente apeava. Assim acontecia logo a seguir à taberna da Maculina, no Sudro. Palmilhávamos a rampa do Cubo, das Gavinheiras, pela Senhora do Leite, até à capela de S. Brás, no Penedo. Daqui à Cruz de Real era mais ou menos plaino. Mas muita curva. Nas Cerdeirinhas matávamos o bicho e fazíamos transbordo para a diligência de Vieira, que nos levava à cidade, por Passadouros, Igreja Nova, Frades, Rendufinho, Arcas, Pinheiro Rita, Braga, onde apeávamos à porta do Gregório por volta das onze horas, meio-dia. Algum de vós já foi a Baga?           


— Não senhora!


— Pois se algum dia lá fordes e quiserdes saber onde era o Gregório, procurai a confeitaria Benamor, junto da Arcada. Era ali. Que mais quereis saber.



 


Tempo de ferias e de por a leitura em dia com um livro do escritor barrosão Bento da Cruz, mais um onde ele faz uma referencia a Ruivães e à importância que a Vila tinha em tempos antigos.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Informamos que as habituais actualizações desta página, feitas ao fim de semana, vão agora parar cerca de dois fins-de-semana, a menos que haja os tão ansiados contributos da V. parte, pois elas podem ser feitas de qualquer parte do mundo.


 


 


Até breve

domingo, 30 de abril de 2006

Carvalho de Zebral


Muitos não o saberão - mesmo Ruivanenses - mas este Carvalho centenário que está na entrada do lugar de Zebral, é considerado monumento nacional.

Fotos


 



 



 


 


Fotos da Serra da Cabreira, tiradas nesta manhã de domingo.


Continuação de bom fim de semana.

sábado, 29 de abril de 2006

Ponte da Misarela

Agora sem serem retiradas de nenhum sitio, aqui estão as fotos prometidas da Ponte da Misarela , hoje de tarde.


 


 



 



 



 



 


 


Mais sobre esta tarde passada num dos sitios mais apraziveis da nossa freguesia, noutro sitio da blogosfera , muito publicitado por sinal.