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Dia-a-dia em Ruivães

Retratos do trabalho ao final da tarde na Quintã. São poucas as pessoas que ainda vão tendo ovelhas aqui pelo lugar da Vil...

sábado, 30 de agosto de 2025

Caminhar na Ponte Velha


 

Incêndio na Tojeira III (25 Ago 2025)


















Alguns registos do incêndio que deflagrou na segunda-feira de tarde no lugar da Tojeira e ainda o lugar de Espindo.

Incêndio na Tojeira II (25 Ago 2025)

 



Cascata da Misarela


 

com o pé na água!


 

Incêndio na Tojeira (25 Ago 2025)


 

Vídeo gravado na segunda-feira passada, quando ocorreu um incéndio na Tojeira e Espindo.


s/t


No caminho da Misarela.


s/t

sábado, 23 de agosto de 2025

Pardinho 2025



Numa época em que a desertificação do mundo rural se acentua a olhos vistos, torna-se cada vez mais premente preservar as tradições herdadas dos nossos antepassados. Muitas vezes essas tradições podem parecer simples ou até insignificantes; noutros casos, essas tradições têm raízes profundas em direitos de pastagem, direitos de águas ou de uso comum da terra. Em qualquer caso, estas tradições representam o fio invisível que liga as gerações e mantêm a identidade do mundo rural.

Nos lugares da Vila, Vale, Quintã e Botica, arrisca-se dizer que a tradição maior é o Pardinho: o dia em que os consortes da levada do Poço do Rio Longo se reúnem e sobem à serra, tal como faziam os seus antepassados, para tornar as águas que mais tarde hão-de regar seus os campos.

Hoje foi dia dessa antiga tarefa. Logo pela manhã, homens e mulheres reuniram-se, não apenas com a sua enxada, mas sobretudo com o sentimento profundo de pertença a uma comunidade que resiste ao tempo e ao esquecimento. A subida à serra, entre tojos, silvas e fragas silenciosas, não é apenas um caminho físico: é uma viagem ao passado, um reencontro com os gestos repetidos de geração em geração, uma forma de reafirmar a ligação à terra e à água que sempre sustentou a vida destes lugares.

Para além de um trabalho colectivo, o Pardinho é uma celebração e uma identidade. É a certeza de que a memória não se apaga enquanto houver mãos dispostas a repetir o gesto ancestral de tornar as águas. Num tempo em que a pressa moderna e o abandono do mundo rural ameaçam apagar o valor das raízes, cada passo dado na serra, cada rêgo limpo, cada pedra afastada é uma vitória contra o esquecimento e uma promessa feita ao futuro.

s/t

Operação Pardinho: terminada!

s/t

"gosto de uma tradiçãozinha bem cumprida!"