quinta-feira, 4 de junho de 2026

«Dois postos de vigia no distrito de Braga já estão a funcionar»

Talefe e Santa Marta das Cortiças

A Rede Primária de Postos de Vigia Florestal já está a funcionar em pleno, no distrito de Braga, desde 04 de maio, em ambas as estruturas fixas, quer no Talefe, da Serra da Cabreira, em Ruivães, Vieira do Minho, quer em Santa Marta das Cortiças, em Esporões, Braga. Mantêm-se a funcionar ininterruptamente 24 horas por dia até ao próximo dia 02 de novembro.

Dos dez Postos de Vigia Florestal que a GNR monitoriza em todo o distrito de Braga, dois deles são da Rede Primária, o Posto de Vigia Florestal da Cabreira, situado no Talefe, o ponto mais alto da Serra da Cabreira, cujo período de funcionamento é o mais longo, sendo a janela temporal, este ano, do dia 04 de maio e até 02 de novembro, tal como o Posto de Vigia Florestal de Santa Marta das Cortiças.

Os restantes oito Postos de Vigia Florestal, estes todos já da Rede Secundária, funcionarão desde o dia 29 de junho e até 15 de outubro, um pouco por todo o distrito de Braga, em Calvos (Campo do Gerês, Terras de Bouro), Abrigo (Tabuaças, Vieira do Minho), São Mamede (Frades, Póvoa de Lanhoso), Oural (Codeceda, Vila Verde), São Gonçalo (Fragoso, Barcelos), Santa Marinha (Freitas, Fafe), Senhora da Orada (Alvite, Cabeceiras de Basto) e em Senhora do Calvelo (Arnóia, Celorico de Basto).

Os Postos de Vigia Florestal estão integrados no Dispositivo Integrado de Vigilância e Deteção de Incêndios Rurais e atuam sempre sob a responsabilidade da Guarda Nacional Republicana, assegurando vigilância fixa e a deteção precoce de incêndios, contribuindo de forma decisiva para uma resposta mais rápida e eficaz, minorando as consequências dos sinistros nas florestas.

A Rede Nacional de Postos de Vigia assenta na sinergia dos operadores (civis geralmente moradores nas mesmas áreas onde operam) com os militares da GNR das Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal (EMEIF) baseados em todos os Comandos Subregionais de Operações de Socorro da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

“Funciona tudo de forma integrada”

O MINHO esteve esta segunda-feira na Serra da Cabreira, com o chefe da Secção SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente) do Comando Territorial da GNR de Braga, tenente-coronel Carlos Fernandes, a saber como funciona o sistema.

Segundo aquele oficial superior da Guarda Nacional Republicana, “funciona tudo sempre de forma integrada e complementar, sempre sob a coordenação da GNR, em que à rede fixa de postos de vigia alia-se a rede móvel que são os patrulhamentos da GNR, bem como a rede aérea de vigilância, não sós dos tradicionais meios aéreos, como das aeronaves não tripuladas (drones).

“O ideal é chegar aos locais quando os incêndios florestais ainda estão a começar, pelo que o trabalho de todos é importante e porque a floresta é fundamental, é o legado que vamos deixar às gerações futuras, todos temos que a proteger e por isso o ano quase todo temos a Operação Campanha Florestal Segura, que se engloba todas estas matérias da temática da florestal”, referiu.

“O grande objetivo que nos move com este dispositivo é a segurança das pessoas, dos animais e dos bens em geral”, ainda de acordo com o tenente-coronel Carlos Fernandes, destacando a propósito que “a colaboração dos cidadãos é fundamental para a deteção dos fogos nas florestas, porque qualquer pessoa se pode aperceber do início de um incêndio e deve logo avisar-nos”.

“Sempre que alguém se aperceber de algo estranho, que possa relacionar-se com um incêndio florestal deve ligar para um dos dois números gratuitos de emergência, o 117 [SOS Floresta, o número mais direto] ou para o 112 (número europeu de socorro), dizer onde estão e aquilo que estão a ver, porque a partir daí os nossos meios chegam à triangulação dos meios exatos”, afirmou.

“A localização exata de qualquer foco de incêndio na floresta é confirmada com a rede de postos de vigia e isso vai permitir à Proteção Civil saber o local do fogo e atuar rapidamente”, explicou o mesmo oficial superior da GNR, destacando que “temos especial atenção às zonas sombra, aquelas em que não temos uma visão completa, pois a menor visão tem a ver com o declive”.

Sempre que um operador de posto de vigia (civil contratado pela GNR para este período crítico de fogos florestais), vê ou é alertado, mede o ângulo e transmite essa informação, por rádio, à Equipa de Manutenção e Exploração de Informação Florestal (EMEIF), operada por militares da GNR de Braga, que através de triangulação, consegue as coordenadas e a localização exata.

Atenção às queimas neste período crítico

Para aquele responsável, “o correto uso do fogo tem de ser sempre acautelado, como é o caso das queimas, que têm de ser previamente comunicadas, isto é, carecem de autorização, além de especial atenção, que é a de não fazer queimas em dias com muito vento e calor, mas sim aproveitar os dias com mais humidade, o não abandonar as queimas sem estarem extintas”.

O tenente-coronel Carlos Fernandes referiu que “tal como no caso dos incêndios na floresta, em caso de qualquer situação que seja anómala, em termos ambientais, desde um rio com uma coloração diferente, até resíduos depositados em locais impróprios, ou em outras situações, deve ligar para o número 808 200 520, que também é gratuito e funciona igualmente 24 horas por dia”.

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