terça-feira, 13 de setembro de 2011

«Novas barragens = crimes»

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O JN trazia esta semana dois artigos que se interligam profundamente. Num, o Norte como região turística preferida dos portugueses, sobretudo pela natureza e paisagem. No outro, o retrato da futura barragem do Tua. Questão: é possível destruir um rio como o Tua e manter-se a ficção de que o turismo é o maior activo do país?

As barragens foram propagandeadas por Salazar como o milagre da energia barata e são hoje responsáveis por uma parte da produção de electricidade nacional, além de terem melhorado o controlo do caudal dos rios. Foi assim por todo o Mundo. Mas já se evoluiu muito desde então e hoje percebe-se melhor que elas têm um custo implícito, porque os ecossistemas vão sendo profundamente alterados e a nossa saúde paga todos os dias a factura...

Infelizmente, para a maioria das pessoas, isto é conversa. O que importa é se a conta da luz é mais barata. Começo então por aqui: o plano de barragens posto em marcha pelo Governo Sócrates inclui uma engenharia financeira tipo "scut" cujo custo só vamos sentir daqui a uns anos de forma brutal - e aí já será tarde. Uma plataforma de organizações ambientais entregou esta semana à troika um documento que explica onde nos leva o plano da outra "troika" (Sócrates-Manuel Pinho-António Mexia). As 12 obras previstas que incluem novas barragens e reforço de outras já existentes produzem apenas o equivalente a três por cento de energia eléctrica do país, mas vão custar ao Orçamento do Estado e aos consumidores 16 mil milhões de euros... O documento avisa que a conta da electricidade vai, a prazo, incluir um agravamento de 10% para suportar mais este negócio falsamente "verde". A EDP, a Iberdrola, etc., receberão um subsídio equivalente a 30% da capacidade de produção, haja ou não água para produzir. Mesmo paradas, recebem. A troika importa-se com isto?

Os especialistas das organizações ambientais dizem, desde o princípio, que as novas barragens poderiam ser evitadas se houvesse aumento de capacidade das barragens existentes. Era mais barato e a natureza agradecia. Infelizmente a EDP apostou milhões para conseguir novas barragens, e isso incluiu antecipação de pagamentos de licenças que ajudaram o ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos a cobrir uma parte do défice de 2009, além da mais demagógica e milionária campanha publicitária da década, em que se fazia sonhar com barragens como se fossem os melhores locais do Mundo para celebrar a natureza...

Estes monstros de betão vão agora destruir dois rios da região do Douro, desnecessariamente. O Sabor, por exemplo, é uma jóia de natureza ainda selvagem. À medida que o turismo ambiental cresce globalmente, mais Portugal teria a ganhar com um Parque Natural do Douro Internacional ainda inóspito, genuíno. Já não será assim. A barragem em construção inclui uma albufeira de 40 quilómetros onde se manipula o rio de trás para a frente, com desníveis súbitos, acabando com a vida fluvial endógena e o habitat das espécies em redor.

Não menos grave é a destruição do rio Tua e da centenária linha do comboio. Uma vez mais o argumento é "progresso" - os autarcas e as populações acreditam que os trabalhadores da construção civil, que por ali vão andar por uns anos a comer e a dormir nas pensões locais, garantem a reanimação da economia... Infelizmente, não vêem o fim definitivo daquela paisagem e da mais bela história ferroviária de Portugal. Uma linha erigida a sangue, suor e lágrimas. Única. E que deveria ali ficar, mesmo que não fosse usada ou rentável, até ao dia em fosse entendida como um extraordinário monumento da engenharia humana e massivamente visitada enquanto tal.

Ao deixarmos cometer mais estes crimes, em troca de um mau negócio energético, não percebemos mesmo qual o nosso papel no Mundo. Esquecemos que a Natureza nos cobra uma factura muito pesada quando destruímos a fauna e a flora. Estamos a comprometer a qualidade da água e das colheitas de que precisamos para viver, com consequências para a nossa saúde e a das gerações vindouras. Se ainda não sabemos isto, sabemos zero. E ainda por cima vamos pagar milhões. É triste.
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Resolvi trazer para aqui este texto de Daniel Deusdado retirado do Jornal de Notícias de 8 de Setembro de 2011 porque, tirando os nomes dos rios que ele refere e colocando lá uns nomes que nos são familiares, Saltadouro, Rabagão, Ponte da Misarela, Ponte de Pedra, Talefe, Chã de Lousas, Cabeço da Vaca e, Botica, a história é praticamente a mesma.


Paulo Miranda

«Atletas de alta competição dão prestígio à única prova do concelho»






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Notícia retirada d' O Jornal de Vieira de 1 de Setembro de 2011.


«I Encontro da família Fraga»






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Notícia retirada d' O Jornal de Vieira de 1 de Setembro de 2011.


«Doutor na sua arte!»
















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Notícia retirada d' O Jornal de Vieira de 1 de Setembro de 2011.




«Incêndios ameaçam pessoas e bens»

Ruivães e Salamonde viveram horas de inferno







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Notícia retirada d' O Jornal de Vieira de 1 de Agosto de 2011.


«Venda Nova III a produzir em 2015»






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Notícia retirada d' O Jornal de Vieira de 1 de Agosto de 2011.


«Paulo Rangel visitas obras de Venda Nova III»

Portugal tem possibilidades de ser competitivo no sector energético.







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Notícia retirada d' O Jornal de Vieira de 1 de Agosto de 2011.


«E o turismo?»




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Notícia retirada d' O Jornal de Vieira de 15 de Julho de 2011.


«Pelos caminhos da nossa terra»




Notícia retirada d' O Jornal de Vieira de 15 de Junho de 2011.

Festas de Ruivães (ainda) - XIII



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

sábado, 3 de setembro de 2011

Festas de Ruivães (ainda) - III


















Este ano o Andor de Stª Bárbara foi carregado por um grupo de trabalhadores do túnel em construção para as obras do empreendimento Venda Nova III.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Festas de Ruivães (ainda) - I









"Grupo de Escuteiros de Silvares" à chegada da procissão, no adro da Igreja.



Depois de algumas intermitências regressamos neste início de mês de Setembro às actualizações diárias, ainda com o pensamento nas férias e nas Festas de Ruivães onde alguns de nós se puderam reencontrar mais uma vez. Para aqueles que ainda estão de férias, chamamos-lhes sortudos; para os outros, bom regresso ao trabalho e às cidades/países de acolhimento.


Não esquecer que ainda falta uma, a Srª dos Remédios na Botica, apareçam para as Festas da Botica, nos próximos dias 7 e 8 de Setembro.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Algumas fotos do Pardinho




















Olá Paulo,


Seguem em anexo algumas fotos do pardinho. Ansiosa por mais um reavivar da tradição para o ano que vem e na esperança de que sejam mais as pessoas a aderir. Parabéns pela organização.


Abraço amigo e de consideração,


Carla Silva

Descida do rio | da Ponte Velha ao Saltadouro





Da esquerda para a direita: Amadeu Pinto, Lano, Miguel Antunes, Paulo Miranda, Martinho Dias, Jorge Valente, Samuel Costa, Filipe Sousa (em baixo), Bruno Martinho Reis, Victor Alves, Rui Ferreira.
Fotografia tirada neste domingo dia 28 de Agosto na Ponte do Saltadouro (nova), depois de descermos o rio desde a Ponte Velha de Ruivães.
Saímos de Ruivães às 8h30min e depois da ponte velha começamos a percorrer o rio saltando de pedra em pedra; de quando em vez mergulhamos (quase todos) para os poços até chegarmos à uma hora da tarde à Ponte do Saltadouro. O regresso foi pelo estradão até Vale.