quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Festas de Ruivães 2003




Zebral




«Concluído circuito hidráulico de Venda Nova»


Lisboa, 29 de abril de 2013

O projecto Venda Nova III ultrapassou uma etapa decisiva do plano de trabalhos. Estão concluídas as escavações do circuito hidráulico da nova central.

No passado dia 18 de Março ficou aberta a ligação subterrânea com cerca de 4 500 m entre a tomada de água e a restituição, cuja escavação foi realizada com um diâmetro de 12 m, originando um volume de escavação próximo dos 475 000 m3.

Foram dois anos de trabalho contínuo, envolvendo cerca de 450 trabalhadores. Faltam agora dois anos para a entrada em serviço da nova central, previsto para maio de 2015.





«Chegada da espiral para o grupo I de Venda Nova III representa um marco»


Lisboa, 16 de maio de 2013

Este equipamento hidromecânico, impressionante pela sua dimensão, com um diâmetro interior de 8 metros e um peso total aproximado de 160 toneladas, chegou à obra do reforço de potência do aproveitamento hidroelétrico de Frades/Venda Nova, no passado dia 6 de maio. Trata-se de um dos diversos componentes dos dois grupos, com potência unitária de 378 MW, que serão instalados na futura central hidroelétrica.

O transporte da espiral, fabricada na China, nas instalações da VOITH em Shangai, teve que ser efetuado em dois segmentos, de 100 e 60 toneladas cada.

De salientar que a nova central será não só a maior em Portugal, em termos de potência instalada, mas também única na Península Ibérica em termos de grupos de velocidade variável. Com entrada em serviço prevista para 2015, será ainda a primeira central mais potente do mundo equipada com esta tecnologia.








segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Espindo | Bica e Pia




Ontem continuei o meu percurso pela calçada romana, ou de Ruivães, ou da ponte velha, ou…


Ontem, como que impulsionado pela vontade em recordar, voltei à ponte de pedra, da rês, ou velha….. e, partindo da ponte em direcção a Ruivães, lá fui subindo lentamente a velhíssima calçada. Fiz o primeiro troço até ao topo da primeira ladeira e parei junto à cancela das terras do “Lagarto”. Dali contemplei, na direcção descendente, o piso irregular da calçada, cujas pedras lisas, gastas pelo uso e pelo tempo, me deram a sensação de ali terem ganho raízes há muitos séculos para garantia perene, se circunstancia inusitada a não quebrar (que poderá ser humana).
As paredes e muros que a ladeiam, de pedras brutas encavalitadas umas nas outras, emprestam-lhe um ar austero, quão austero seria o povo que as construiu para circular, proteger e vedar.
Prossegui um pouco mais, pelo troço mais horizontal, até ao fim do que resta da calçada, sensivelmente abaixo da cancela das terras do “Agostinho”. Ali parei e conclui que a garantia de perenidade da calçada havia sido quebrada. Não pelos construtores, mas pelo desleixo, ou o que quer que lhe chamemos, do homem que herdou património de tão elevado valor histórico, estratégico, económico e social…
Entrei pelo caos da via, saltitando de pedra em pedra, à procura de poiso firme e seco, na ânsia de evitar o desagrado da água nos pés e prossegui até à cancela do “Porto do carro”. Dali contemplei toda a destruição que sofreu aquela via, tanto pelo desabar de terras laterais, como pela errância das águas que por ali se acumulam e abrem caminho até desaguarem no rio Saltadouro.
Continuei o percurso até à derivação do caminho para Vale e, como noutros tempos, o caos no curso de água, os sinais evidentes de para ali escoarem esgotos domésticos, etc. E dei por terminado o meu percurso sobre a via romana. Mas foi neste ponto de derivação onde mais tempo parei e, como idealista nostálgico, imaginei a conjugação do rio com a paisagem, a ponte e o que resta da calçada romana, como motivos de atracção turística, elementos de utilização pedagógica e também motivos de orgulho. Sim, qual a terra que não se orgulharia de ter sido servida/atravessada por uma via romana de tal importância e da qual ainda restam tão belos testemunhos?
Para tal, imaginei a ponte limpa, reparada, conservada e classificada; o que resta do piso primitivo da calçada mantido com a sua originalidade, sinalizado, com os regos limpos e conservados; a parte do troço que se encontra destruída reparada com materiais a condizer; a remoção do que resta de uma ramada; as laterais limpas de silvas e árvores ameaçadoras de socalcos; o curso de água conduzido em canal aberto e sinalética na Estrada Nacional a indicar aquelas belezas. Por fim, a inclusão na lista de locais a visitar.
É um manifesto e um sonho, mas um manifesto real e um sonho facilmente realizável...


Braga, 2013.11.24

Fernando Araújo da Silva

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

«Despiste deixa padeiro ferido com gravidade»


2012.01.10

Um homem de 60 anos ficou ferido com gravidade na sequência de um despiste quando distribuía pão, ontem de manhã, em Ruivães, concelho de Vieira do Minho, e foi evacuado pelo helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
A vítima foi projectada cerca de quatro a cinco metros para o exterior da viatura, tendo caído na berma.

O acidente ocorreu pouco antes das 08.45 horas na Estrada Nacional 103, no Lugar de Soutelos, envolvendo uma carrinha de transporte de pão.
A vítima foi socorrida pelos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho que accionaram meios da Secção de Ruivães, logo que foi dado o alerta.

Além da ambulância estacionada naquela secção, foi mobilizada a viatura de desencarceramento e outra viatura para posterior limpeza da estrada, num total de oito elementos.
Avaliada a gravidade dos ferimentos da vítima, o INEM accionou um helicóptero para a sua evacuação.

De acordo com o que foi possível apurar, o ferido apresentava um traumatismo craneo-encefálico e suspeita de hemorragias internas.
Houve, no entanto, dificuldades na aterragem do meio aéreo que acabou por pousar no recinto da escola do 1.º ciclo de Boticas, também na freguesia de Ruivães.

O ferido foi transportado de ambulância até ao helicóptero e só depois evacuado para o Hospital de Braga, eram cerca 11.05 horas.
A vítima tem 60 anos de idade e é residente no concelho de Braga.
Quando ocorreu o acidente, o padeiro andava na sua volta diária, ao serviço de uma empresa de Braga. 
A GNR de Vieira do Minho registou o acidente.

Notícia retirada daqui: 

Cores de Outono na Tojeira








(carregar nas fotografias para aumentar)


Fotografias tiradas esta semana.

Zebral



Dez 2011

Caminho em Zebral, por Maria Leonilde Ferreira




quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Acidente em túnel de Vieira do Minho faz dois mortos e cinco feridos




O acidente num túnel da EPD perto de Ruivães, Vieira do Minho, matou duas pessoas e fez cinco feridos, um dos quais se encontra em estado grave. As operações de socorro já foram dadas por concluídas, informou o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.

O túnel, de 4,5 quilómetros de comprimento, servia para acesso à Central Hidroeléctrica Venda Nova II e fica situado entre as albufeiras de Venda Nova e Salamonde, no concelho de Vieira do Minho.

Segundo Freitas Costa, engenheiro da EDP, uma concentração de pedras estaria a acumular água no tecto do túnel, onde se estava a abrir uma chaminé de respiração. Os homens apanhados pelo desmoronamento, que ocorreu por volta das 19h30, eram precisamente técnicos destacados pelo consórcio construtor (Somague e M.F.F.) para acompanhar a execução do furo. Freitas Costa assume que a operação era delicada, “arriscada” até, mas afiança que tinha sido previamente delineado um plano de segurança.

O acidente matou dois homens, ambos naturais de Montalegre: Armindo Gonçalves, de 65 anos, encarregado de obra e residente na freguesia de Vila Nova; e Manuel Silva, de 50 anos, técnico de segurança e morador na freguesia de Venda Nova.

Com a garantia de que não se encontrava qualquer outro trabalhador no local, as operações de socorro chegaram ao fim já esta madrugada com a retirada do segundo cadáver, uma operação complexa na qual os técnicos foram auxiliados por 12 bombeiros.

Entre os feridos, o caso mais grave é o de um engenheiro de 47 anos que se encontra ainda internado na Unidade de Cuidados Intermédios do Hospital de S. Marcos, em Braga. A chefe de equipa do hospital, Maria Sameiro Ferreira, explicou que este "é um doente poli-traumatizado, com um contusão cerebral e num quadro que obriga a vigilância completa, embora já não corra perigo de vida".

O outro ferido ainda internado, uma mulher com cerca de 35 anos, "já está numa situação estabilizada, que não oferece preocupações", adiantou a responsável. "A senhora foi sujeita a uma cirurgia ortopédica aos membros inferiores e foi transferida para o serviço de ortopedia, que agora acompanhará o seu estado", acrescentou a clínica.

Engenheiros absolvidos da morte de trabalhadores


As duas vítimas estavam a trabalhar na obra de um túnel, em Vieira do Minho


O Tribunal Judicial de Vieira do Minho absolveu esta quarta-feira os dois engenheiros que eram acusados pelo Ministério Público de responsáveis pela morte de dois trabalhadores na obra de um túnel, naquele concelho.

«A parte criminal naufraga por falta de factos», referiu o juiz presidente do colectivo, noticia a agência Lusa.

O tribunal considerou que a perigosidade daqueles trabalhos «não tem discussão» e que «restam fundadas dúvidas sobre as causas do acidente».

Sublinhou ainda que a obra «era muito complexa, excepcional, com caraterísticas únicas», pelo que, perante as novas questões que foi suscitando, os próprios arguidos se viram transformados «em meros aprendizes».

O acidente ocorreu a três de Maio de 2003, durante a construção de túnel da EDP, com 4,5 quilómetros de comprimento, para acesso à central hidroeléctrica Venda Nova II.

Na altura, tentava-se proceder à remoção das pedras e da água que se haviam acumulado na chaminé de respiro do túnel, com 409 metros de altura e cinco de diâmetro.

Registou-se um desmoronamento, que apanhou sete trabalhadores, dois dos quais morreram soterrados.

Segundo a acusação, na chaminé estariam acumuladas toneladas de escombros, entre pedras e água.

«Qualquer pessoa avisada sabe que aquilo é um perigo iminente», alegou Gomes Rebelo, um dos advogados de acusação.

No entanto, o tribunal considerou que os escombros desmoronaram «de forma altamente imprevisível», tendo-se registado um refluxo que chegou a 57 metros a montante, atingindo os trabalhadores que estavam num ponto elevado e, em princípio, seguro.

Os dois engenheiros, que pertenciam ao consórcio construtor do túnel, eram acusados do crime de infracção de regras de construção.

Um deles também ficou ferido no desmoronamento, o que ajudou o tribunal a fundamentar a convicção de que foi um «fenómeno invulgar».

A defesa pediu a absolvição, considerando que aquele crime «é uma norma penal em branco», já que «não há um enquadramento normativo que determine como se deve proceder» naquele caso, até porque se tratava «da primeira obra do género» em Portugal.

Durante o julgamento, a grande questão foi tentar definir a altura da água que estaria acumulada dentro da chaminé, por cima das pedras.

Técnicos da EDP admitiram que haveria água com uma altura de 100 metros, o Instituto de desenvolvimento e inspecção das Condições de Trabalho (IDICT) falou em 236 metros, a defesa apontou para 30 a 40 metros.

Em tribunal, a EDP alegou que tinha ficado estabelecido que os trabalhos de limpeza da chaminé só avançariam se a altura da água não fosse superior a cinco metros.

Para a defesa, esta foi a forma encontrada pela empresa pública de electricidade para «sacudir a água do capote» e passar a culpa para o consórcio construtor.

«É uma história inventada a posteriori», sustentou a defesa, para alegar que «não há qualquer fundamento para a condenação» dos arguidos.

Neste processo, foram ainda fixadas indemnizações às famílias de três vítimas, a pagar pela companhia de seguros, nos valores de 90 mil, 10 mil e oito mil euros.


Retirado daqui: